4 passos da descolada de nome feio

21-05-2009

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1. tenho consciência de que meu nome é escroto e que reforça minha essência cabocla, sugerindo que tenho esse comportamento;

2. não tenho como contornar a situação;

3. finjo brincar com isso pra levar numa boa e me dou um apelidinho divertido;

4. assumo então o nome como parte de minha atitude, não tenho como ser uma patricinha com essa merda impressa na identidade, então só me resta uma postura de garotinha descolada que consome produtos culturais bancados pelo governo.

James Blunt é eleito muso da crise em acirrada disputa

12-03-2009

Como parte dos esforços homeopáticos globais de extinção da expressão “como assim, cara pálida?” das plantações de milho e do semi-árido nordestino, o britânico e amor de pessoa James Blunt foi convocado às pressas ontem à sede da Organização Mundial que Produz Matérias Curiosas Sobre a Culinária da China para cantar a cagada econômica mundial em verso, prosa e farinha láctea.

A esperança do Ministério de Recuperação do Stand Up Enquanto Comedy, entidade organizadora do evento, é que Blunt resolva a crise, sozinho e sem a ajuda dos universitários, em até 24 horas.

O plano é elevar a taxa de juros de James em 4 pontos na Escala Augusto Xavier de Produção no Quarto dos Pais. Na sequência, a expectativa é que a valorização do Blunt perante o Montenegro faça com que os capitais de risco se movam junto com os de giro em uma coreografia inspirada na dança do pirarucu doido e terminem o desfile em até 70 minutos, o que evitaria a perda de pontos na apuração, colocando assim um fim na turbulência planetária, que já deixou sem leite mais de 3 mil gatos de nome Flávio pelo mundo.

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A galera foi à loucura e acendeu os isqueiros para o hit “Seu Delegado Prenda o Tadeu”, maior sucesso do cantor e mestre em confecção de balaústres, Blunt, James Blunt. O clique é de Messias Jardan, fotógrafo que pretende conhecer a si mesmo visitando Machu Picchu.

Os Pioneiros em…. performances em shows de rock

18-02-2009

Mais do que saber quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha, muita gente tem curiosidade em saber quem foi o primeiro a participar de situações que, hoje, soam prosaicas para a gente. Quem foi a primeira pessoa a levantar os braços na montanha russa? Quem descobriu que pizza gelada é o melhor café da manhã que existe? Em que espetáculo começaram a aplaudir os artistas para mostrar que gostaram do que viram? Enfim, o Ressaca Moral nunca foi muito de elucidar essas dúvidas, mas nós aqui da redação descobrimos semana passada um site que desvenda todas as dúvidas da humanidade. Comecemos pelos shows do bom e velho rock’n roll.

O Isqueiro - É um dos pontos altos de qualquer show de rock que se preze. O costume de acender os isqueiros nos ápices dos espetáculos começou em 1968 em Mossoró (RN). Durante um show da banda progressiva Os Anjos de Orós a usina termoelétrica da cidade parou de funcionar por causa da falta de óleo diesel. O apagão se deu justamente no solo de oito minutos de azabumba do hit Calango das Estrelas e, para não perderem um só instante da performance, os presentes pediram a Mileno Brígido, que por morar longe sempre levava uma lamparina consigo, que acendesse a dita para iluminar o local. Ele mandou ver na faísca e levantou a lamparina. Entusiasmado com o ritmo da música, Mileno balançava a iluminação de um lado para o outro e ajudou a levar a um frenesi os mais de 7 mil presentes ao estádio Coronel Herculano Santana. Como forma de agradecimento, os 17 integrantes da banda usaram 80% da renda do show para comprar-lhe uma lamparina nova e meio litro de querosene. Infelizmente, Mileno era adicto e morreu de overdose de querosene dois meses depois.

O “Uhúúú” - Nos primórdios do rock na Inglaterra, isso na década de 50, Manchester era junto com Londres os points de quem queria ouvir um som mais acelerado. Até hoje as cidades continuam sendo referências no Reino Unido. Em 1958, o lar dos Red Devils viu uma nova vertente do R’n R. As canções destoavam do clima de pura azaração que rolava na época. Eram mais introspectivas, melancólicas e tocavam fundo ao indivíduo (eu, hein!). Num show desses, no pub Touch Me Hard, um espectador não se aguentou e tirou do fundo da alma o grito que até hoje parece vir do além para assombrar tudo quanto é espetáculo mundo afora. Dizem que o tal que deu o gritinho montou uma banda depressiva nos anos 80 homenageando os trabalhadores de ferragem e hoje, semi-aposentado, virou um ícone das bibas de meia-idade. Felizmente, não se ouviu mais falar dele.

O Mosh - Como era de se esperar, o salto do palco para ser agarrado pelos amigos surgiu num show punk e em Mossoró. O ano era 1975 e a apresentação era da banda Carcará Attack. O maior entusiasta do som de dois acordes e meio era o lavrador e anarquista Gregório Pigarrilho, o Grog. Ex-metaleiro, ex-progressista, ex-Mod e ex-rockabilly, Grog estava em todas, mas não entendia nada de nada de nenhum dos sons. Ele sempre curtia os shows como quem escutava um xaxado, o que incomodava demais a cena punk mossoroense. Foi assim que no show do CA ele subiu ao palco munido de seu indefectível triângulo e mandou ver na dança. Entre cusparadas e protestos ele foi arremessado do palco pelos seguranças e agarrado pelos que estavam embaixo. Gostou tanto da experiência que foi de novo, com a diferença que dessa vez ninguém o segurou. Nunca mais se ouviu falar do Grog, mas dizem que hoje ele é entusiasta do cancioneiro popular e leva a palavra sagrada de Mallu Magalhães pela caatinga.

Último registro fotográfico da Magicos de Orós, na época apenas com cinco integrantes. A banda era considerada a Pink Floyd do agreste, seja isso um elogio ou não. O click psicodélico é de Messias Jardan.
Último registro fotográfico da Magicos de Orós, na época apenas com cinco integrantes. A banda era considerada a Pink Floyd do agreste, seja isso um elogio ou não. O click psicodélico é de Messias Jardan.

O que aconteceria se o cineasta Cláudio Assis, diretor de Amarelo Manga, tivesse dirigido os seguintes filmes:

16-02-2009

Comando para Matar – Jonas Bloch é Ferreira, PM homossexual enrustido que tem a filha seqüestrada por Armando (Matheus Narchtegale), bicheiro para quem ele deve dinheiro. Junto com a prostituta Marli (Dira Paes), ele se arma até os dentes e sai em busca de vingança. Depois de transar com um michê (Lázaro Ramos) em um depósito de lixo dentro de uma geladeira velha e arrancar o olho esquerdo de Fátima (Leona Cavalli), dona de um boteco na periferia de Recife, Ferreira invade a casa de Armando. A cena final é apoteótica: enquanto morre nas mãos do PM, o bicheiro revela a sua paixão e seu desejo sexual por ele enquanto se masturba e grita bem alto: “metralha, porra. Metralha, VIADO!!”.

Curtindo a Vida Adoidado – Jonas Bloch é Marquinhos, PM homossexual enrustido e estudante do supletivo. Ele decide matar aula e convida o seu colega de classe Totonho (Lázaro Ramos) para quem ele deve dinheiro. Juntos vão a um puteiro localizado na zona portuária de Recife. Chegando lá, conhecem a prostituta Sandrinha (Dira Paes). Depois de transar com Totonho em uma privada fedorenta enquanto o colega vomita por causa da bebida, ele amarra Sandrinha em um botijão de gás, derrama uma feijoada em sua cabeça, rouba seu dinheiro e foge. Nas ruas encontra Dona Marta (Leona Cavalli), mulher de Madeira (Matheus Nachtergale), o diretor do supletivo. Marquinhos faz Dona Marta transar com um grill George Foreman na cama do casal e é flagrado por Madeira, que revela a sua paixão e o seu desejo sexual pelo PM enquanto se masturba e canta “Gogó da Ema”, de Jackson do Pandeiro, antes de se suicidar usando um par de óculos Rayban Wayfarer.

Blade Runner – Em 2019, na cidade de Recife, Jonas Bloch é Camelo, homossexual enrustido e ex-detetive especializado na caça de replicantes, seres moldados à imagem e semelhança do homem. Ele é incumbido por Santana (Milton Gonçalves), o delegado de polícia para quem deve dinheiro, a caçar a gangue do replicante Radamés (Matheus Narchtegale). Depois de estuprar o travesti Nathalya (Lázaro Ramos) dentro de um necrotério em cima do cartaz de uma foto de ACM Neto ele degola Marcinha (Dira Paes). Marcinha, a replicante prostituta, é eviscerada e Camelo faz um abajur com a sua cabeça, que é devorado em um lixão por uma matilha de vira-latas enquanto uma procissão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é vista ao fundo. No final, o ex-detetive crucifica Raíssa (Leona Cavalli), a namorada de Radamés, e espanca até a morte em um mangue o líder dos replicantes, que revela a sua paixão e seu desejo sexual por ele enquanto se masturba e grita bem alto: “É tudo pose! É tudo pose, FILHO DA PUTA!”.

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Em seu novo filme, dirigido por Cláudio Assis, Jonas Bloch é Super-Homem, um alienígena homossexual enrustido do planeta Krypton que sai na porrada com Lex Luthor (Milton Gonçalves), gênio do crime da cidade de Recife para quem ele deve dinheiro. Messias Jardan, que de gibi só lê Tex e Zagor, mandou todo mundo pra puta que pariu antes de fazer o simbiôntico click.

Novo humor inteligente promete balançar as candongas

13-02-2009

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Como o tempo é de vacas magras e comedimento, uma boa alternativa para economizar no gargalhar cotidiano é adotar como primeira fonte de riso a nova safra de comediantes stand up que acomete o país.

Marcelo Jaz, engraçadinho velha-guarda travestido de último biscoito do pacote e líder do movimento, explica que para 2009 é esperado um crescimento expressivo da ausência de graça no cenário risível nacional. “Estamos preparando novos quadros com participações especiais de Paulo César Pereiro, Zé do Caixão, INRI Cristo, Rita Cadillac e outros ícones que o humor inteligente usa quando está a fim de desconstruir esse país”, exterioriza Jaz que promete ainda uma série de novas revelações bombásticas sobre um conhecido político brasileiro. “Não posso revelar muitos detalhes, mas adianto que ele preside um senado e bom elemento é que não é, hehehe”.

Identificando outra oportunidade no mercado, os humoristas inteligentes também continuarão suas imitações de minazinhas do telemarketing, mas agora incluindo piadas com a reforma ortográfica no meio do sarro aos gerúndios. “Estará sendo nosso grande diferencial nesse rebuliço de crise, kkk”, explicita Fafinha Fastos, humorista e clichê de gaúcho que se autossacaneia de viado morrendo de achar graça.

Quem viver verá, Bial.

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A modelo Juliana Paes encarna o papel de atriz na novela O Clone, história que se passa em uma tribo de ciganos cariocas amigos de um núcleo pobre formados por pencas de Eris Johnsons e Guilhermes Karans em versão indiana. A trama do folhetim retrata um mundo em que a crise econômica mundial não existe e Vera Fisher ainda se acha capaz de comer alguém. As demissões na indústria não afetaram o click anabólico de Messias Jardan, fotógrafo e analista de mídias sociais que desfilará fantasiado de avelã com sulfite na Unidos da Minha Jeba Enrolada, escola do grupo de acesso do carnaval de Luzilândia (PI).

Chatos de Oscar

10-02-2009

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O que promove jantar em casa
Almeja criar um clima de sofisticação com 3 tipos de patê (frango, azeitona e ervas finas) e a coletânea Oscar Favorites of All Time (including Celine Dion’s My Heart Will Go On theme from Titanic). Não servirá cerveja e pedirá aos convidados que deixem os sapatos no corredor de entrada do apartamento.

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O que organiza bolão
Acha-se apto a ganhar mais de 60 musculosos reais com a brincadeira porque acertou Forrest Gump como melhor filme de 1994 e Cuba Gooding Jr. como coadjuvante daquele ano lá. Peregrina de mesa em mesa no escritório perguntando quem deseja participar, não poupa nem mesmo dona Ermelina do financeiro, cujo último filme assistido foi Marcelino Pão e Vinho durante a semana santa de 1962, quando ainda morava em Luzilândia (PI).

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O que faz questão de ver todos os filmes no cinema para opinar
Foi uma das 23 testemunhas de O Paciente Inglês nos cinemas e um dos 4 que acharam justo o prêmio de melhor filme que essa merda levou. Para 2009 aposta em Benjamin Button e lamenta o cinema brasileiro não ter conseguido emplacar nenhum indicado para melhor filme estrangeiro. “Mas ano que vem vamos indicar Se Eu Fosse Você 2, aí quem sabe, né”.

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O metido a rubens ewald filho
Acredita que o mundo perdeu o direito de continuar existindo após o advento do cinema pipoca nos fim dos 70. Não perde uma chance de enfiar em qualquer conversa nomes legais de pronunciar como Judy Garland, Sam Peckinpah e Marlene Dietrich. Não vê a hora de completar 60 anos para finalmente se encaixar no estereótipo da bicha velha. Estuda fazer um plano de previdência privada para sustentar algum jovem marombado vindo do interior transformado em seu sobrinho.

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O que finge não ligar para a cerimônia
Em todos os aspectos da sua vida, promove uma guerra particular contra alguma coisa que não sabe dizer bem o que é, geralmente definida como “eles”, “o governo” ou “a Globo”. Em 2007, formulou uma opinião sobre o Oscar que é repetida desde então e diz mais ou menos o seguinte: “Gente, é uma festa do cinema AMERICA-NÔ, só os filmes deles ganham, vocês não percebem?!”.

* As fotos deste post são do arquivo pessoal do fotógrafo Messias Jardan e foram encontradas por acaso, durante uma busca no Google por sobreviventes de um show da banda Vanguart. Um cachorro passa bem, mas ele estava em casa no momento da apresentação e é surdo.

Exclusivo: Ressaca Moral tem acesso a castelo de deputado mineiro.

07-02-2009

Minas (Tapitinga) - Deu a maior cagada o furo de reportagem do Jornal de Luzilândia, que em primeira mão denunciou o castelo que o deputado Edmar Moreira construiu no sertão mineiro. Nós, que temos na gazeta piauiense um exemplo de bom jornalismo, ficamos com inveja e infiltramos Messias Jardan, o homem que vê a vida em 35 milímetros, nas nababescas instalações do deputado sonhador. Disfarçado de representante da Herbalife e munido de uma câmera escondida, ele pintou e bordou nas dependências do puxadinho. O resultado você confere com exclusividade.

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Com um traçado moderno e arrojado, só a fachada do castelo custou cerca de 375 bilhões de dólares. Revoltado com tamanho desplante, Messias Jardan, que tem casa financiada pelo BNH, deu um chute na grade do portão.

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Tranquilão, Edmar Moreira despacha com seus asssessores enquanto recebe uma massagem tailandesa de Gervásia, a governanta do castelo. “Vem cá meu bem, fazer uma massagem for man”, cantou Messias Jardan, que sofre de crises temporárias de priapismo e toma remédio controlado.

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Depois de reprovar três anos em Português, o príncipe Elesbão Moreira, filho de Edmar Moreira, recebe aulas de ditado com o gnomo Joana Fonn, um dos muitos que o deputado cria no quintal do castelo. Desorientado com a cena, Messias Jardan, que se alfabetizou na base da porrada, deu uma bicuda no gnomo e saiu correndo. “Vai tomar no cu, caralho!”, disse o nosso homem das lentes antes de ser expulso do castelo.

RESSACA * ENTREVISTA: Lucas Celebridade

05-02-2009

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“Faço tudo pela fama, não tem jeito, eu sou assim!” A franqueza e a ambição nada convencionais do cearense radicado em Luzilândia (PI) Lucas Brito Celebridade, 24 anos, passariam despercebidas no mar de pseudocelebridades que assolam nossas vidas não fosse um estratagema que o torna único, interessante e polêmico – a autenticidade. Com o low society pop e sincero de seu festejado blog, Lucas Celebridade consegue ser imitação e novidade, e, embora se espelhe no mundo das celebridades que admira, inspirou-se na própria realidade para buscar o estrelato. E vem conseguindo até então.

Costurada numa inédita conexão São Paulo-Pará-Maranhão-Piuaí, a entrevista concedida por Lucas Celebridade em janeiro (e publicada somente agora por motivos técnicos e também afetivos) direto da Net Center Lan House de Luzilândia aos capangas de Ressaca Moral Doda Vilhena, Rafael Guedes e Tylon Maués foi um marco dos sábados à tarde. Sólido, assertivo, atrevido, macio e voluptuoso, Lucas falou de sua obsessão pela fama e do sonho de se tornar celebridade. Revelou também sua faceta polêmica ao falar de drogas, cirurgias plásticas e sua atração por Madonna, de quem admitiu que gostaria de “levar um soco”.

Comunicador, radialista e dono-de-casa multimídia, Lucas é, segundo ele próprio, o maior vulto vivo da piauiense Luzilândia, alguém que é reconhecido e ovacionado nas ruas. “A cidade clama por mim”, revela. Ex-Porto Alegre e Joaquim Távora, o município tem pouco mais de 25 mil habitantes e está localizado na região do Baixo Parnaíba (salve Google). Lá, a vida segue em ritmo de interior e foi transformada desde o advento do Clamor Luzilandense.

Parte desse potencial já foi mostrado na forma de três ensaios sensuais e agora no inédito ensaio produzido com exclusividade para o Ressaca. Suas investidas já atravessaram o Atlântico e chegaram até Portugal. Presidente do fã-clube Lucas Celebridade na Europa – Desafio de Ser Pop! (LUCELROPADEPOP), o camarada Randy Rodrigues articulou junto a Lucas a seguinte entrevista.

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Os brasileiros menos influentes de 2008

19-12-2008

Música - Cássia Colhões
Com apenas 4 anos, Cássia despontou para o anonimato a partir da internet. Desenhou suas músicas com lápis de cera, publicou no seu fotolog e em menos de 36 meses cerca de 4 pessoas apreciaram sua arte, uma mistura de lé com cré com pitadas de sal grosso e uma clara influência de pipoca polvilhada com pé no saco. Recentemente, Colhões assumiu um controverso relacionamento com João Bobo, um boneco inflável conhecido por jamais cair, mesmo quando leva socos de personagens de desenho animado como Charlie Brown.

Autocolchonismo - Felipo Saco
84 anos após Jaílson Boucinhas ter disputado o vice-campeonato da Fórmula Colchão, finalmente um brasileiro consegue novamente o segundo lugar da principal categoria secundária do esporte mais sonolento do mundo. Em 2009 Filipo pilotará mais uma vez o tradicional colchão vermelho-bocejo da equipe Songa Monga e promete ainda menos. “Vamos brigar pela última vaga da sulamericana e, com sorte, poderemos até sonhar com o fantasma do rebaixamento”, declara entre uma coçada na barriga e um flato maroto embaixo do edredon.

Blogosfera – Mário Maloso
Ganhou fama após sair quase pelado em uma revista masculina e fazer uma incrível série de posts ensinando usuários comuns a não clicarem no link para ver as fotos da festa. No segundo semestre, recebeu um lanche da rede Artéria King para resenhar e se destacou pela coragem em classificar as batatas como “murchas e sem sal”. Semana passada palestrou em um evento para outros blogueiros e causou grande polêmica por declarar que jornalistas, publicitários e donos de pizzaria são bobos e que, além de tudo, a maioria dos fãs de Madonna são homossexuais.

Marketing – Júlia Mos Esyley Mustafatto
A analista estratégica de consultoria em marketing e branding assumiu um grande projeto cultural de uma operadora de telefonia que uniu Le Parkour, intervenções urbanas, responsabilidade ambiental, trabalho voluntário, camisas de futebol retrô, calças de cintura alta e duas bandas inglesas que 17 pessoas fingem conhecer. O evento foi um sucesso e catapultou a carreira de Júlia que agora comprou um Ecosport e dois sanduíches em uma ação de uma rede de fast food que ajuda crianças vítimas de celulite infantil.

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Custódio Perobinhas ganhou o título de leitor mais influente de livros do Nelson Motta de 2008. Sobre “Vale Pouco”, volume que conta a biografia do sobrinho de Nelson, o espevitado Ed Motta, Perobinhas cravou sua resenha mais certeira: “o cara era muito louco, mas era um gênio”. O clique é de Messias Jardan, que acaba de rever Amélie Poulain pela oitava vez e já formou uma opinião, “que puta fotografia”, disse após tomar em uma só talagada um suco de abacaxi com hortelã.

Tipos que você encontra na web 2.0

10-12-2008

O entusiasta regional
Do lançamento de uma peça publicitária de escorredor de pratos à agência que ganhou a conta da clínica de desintometria óssea, os assuntos que interessam a mais ninguém a não ser ao próprio blogueiro compõem o arsenal disparado pelo entusiasta regional, que elogia a tudo e a todos e mede sua popularidade a partir de comentários positivos deixados por seus amigos. Considera que tudo que “sai do forno” precisa ser “incentivado”.

O nerd agressivo
Ele acredita que pode debandar a boa e velha guarda somente com a tecla enter e um punhado de ensinamentos de blogs gringos sobre o funcionamento da internet. Gosta de se vangloriar de dominar as gambiarras da web 2.0 mas não se furta a um tom indignado com quem ameaça seu pequeno grande império. Começou a frequentar festas tarde demais. É arrogante e gosta de parecer popular utilizando seu poder de influência junto a leitores pouco qualificados. Apesar de tudo, não sabe fazer cara de mau.

O literato mal-informado
Habitué de vernissages e eventos promovidos por jornais e guias de turismo locais, este tipo mantém coluna em site de baladas e utiliza a internet como “espaço democrático” para divulgação de seu trabalho, embora nunca tenha sido proibido de divulgá-lo (mas incentivado a não fazê-lo). Posta vídeos desatualizados com freqüência mas não recebe críticas de seus pares. Sobre a reforma ortográfica conhece apenas o fim do trema e acha isso bastante chato.

O multimídia antenado
Possui contas em todas as redes sociais possíveis, incluindo a obscura Mulula, rede social do Zimbábue que reúne diferentes etnias e possui o maior índice de mortandade de perfis na rede. Conhece e assina tantos blogs que sobrecarregou duas vezes o Google Reader. Opina sistematicamente sobre questões polêmicas sobre as quais não foi perguntado. Insiste em criar jargões e criticar novas ondas. De vez em quando fala de mulher só pra variar.

A descolada desbocada
Fala de sexo como quem fala de comida, embora já tenha passado do ponto. Envolve o leitor em uma atmosfera lasciva que o leva a lugar nenhum. Assume já ter beijado mulheres e desce o sarrafo em pessoas mal vestidas. Não conhece bandas de metal e perde o tempo assistindo seriados na tevê a cabo.

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A reforma ortográfica foi um dos temas mais polêmicos da Campos Party 2008, o maior evento de blogs e sites sertanejos do Brasil. O temor era de que as mudanças na língua dificultassem ainda mais a leitura de páginas já bastante penalizadas por seus donos. O clique credenciado e VIP é de Messias Jardan, que ministrou palestra sobre fotografia digital, direito autoral, responsabilidade socioambiental, aquecimento global e peganomeupau.