Por Cruzmaltino Bandeco

Com enorme estardalhaço, chegou esta semana aos cinemas o longa-metragem baseado no livro homônimo do escritor Dan Brown. Ponto. E isso é tudo o que se pode dizer de agradável a respeito deste filme. Se, em geral, livros costumam ser melhores que suas adaptações para o cinema, temos aqui um caso bastante específico: livro e filme são ambos tão ruins que é impossível dizer qual é o pior. Na dúvida, fuja dos dois. Não pude assistir “O Código da Vinci”, mas seu Zé Maria, que fez a pintura externa aqui do meu prédio – e por isso entende tudo de pintores – assistiu e ficou chocado. Não exatamente com a história ou com as revelações que Dan Brown promete, mas com o preço do ingresso. Seu Zé Maria pagou caro demais para ser torturado em uma cadeira de cinema.
“O Código da Vinci” fala de supostos segredos do cristianismo que teriam sido guardados durante séculos e que o autor Dan Brown, que deve se achar um gênio, desvendou analisando as obras de Leonardo Da Vinci, pintor que ocupa uma nota de rodapé na História e cujo trabalho mais expressivo foi o de uma moça sem expressão. Francamente, quanta bobagem. Fazer barulho por causa de segredos de dois milênios é muita falta do que fazer. Se até crimes prescrevem com alguns anos, quem está interessado em saber o que um pintor desconhecido tem a dizer sobre a vida de Maria Madalena? Vai ser fofoqueiro assim no inferno.
Para embasar suas fofocas, Dan Brown recorre a uma mistura um tanto quanto indigesta: religião e arte – assuntos que nunca tiveram absolutamente nada a ver. O expediente espertinho dá a Brown tranqüilidade para afirmar, na maior cara de pau, detalhes a respeito da vida de Jesus e Maria Madalena a partir de um quadro irrelevante, a Santa Ceia. Se Da Vinci teve seus quinze minutos de fama justamente por causa da Mona Lisa – que sorri muito e não diz nada –, tirar qualquer conclusão a partir de sua obra é, no mínimo, charlatanismo.
Como já não bastasse o autor ser um malandro e a história uma bomba, o protagonista do filme é um ator de péssima reputação. Tom Hanks, que aguarda ansiosamente pelo sucesso desde “Um Dia a Casa Cai”, tropeça mais uma vez. Força, Tom, um dia você chega lá. Com um penteado que lembra uma peruca com gel vencido, repete a mesma atuação desastrosa que só não o baniu definitivamente da sétima arte porque sempre existirá um Dan Brown disposto a cometer qualquer atrocidade para chamar atenção – até mesmo escalar Tom Hanks para o papel principal.
Se Dan Brown tinha a intenção de conquistar o mundo futricando a vida alheia se escorando em Leonardo Da Vinci, falhou miseravelmente. Com suas lorotas, não foi capaz de animar nem sequer seu Zé Maria, um homem simples que nunca tinha ido ao cinema – e jura que não volta nunca mais. Seu filme está fadado ao mais vergonhoso fracasso. Só há um segredo de fato a ser revelado nessa história: que tipo de gente dá ouvidos a um chato como Dan Brown?
Nota: zero.

Na pacata Mossoró (RN), Plínio Frederico Suassuna Magalhães, proprietário de um dos maiores cinemas locais, faz de tudo para convencer o público a assistir “O Código Da Vinci”. Momentos após este clique histórico de Messias Jardan, Plínio foi atropelado por quatro espectadores que exigiam seu dinheiro de volta.
olha seu Cruzmaltino,
são nessas frases tão sem cultura
que se percebe que o senhor não entende de arte, muito menos de qualquer outra historia que esteja relacionada a ela!
sinto muito, mas este seu comentário aqui sobre este filme foi o cúmulo…
se fosse tão ruim assim, não teria mobilizado o mundo e nem despertado interesse em tantas pessoas como foi o ocorrido….
sinto muito pelo senhor!
e talvez, um dia sente e assista…
e tenho certeza de que terá outra visão da história.
nada contra o senhor, mas não pude ler e tolerar tantas bobagens juntas.
a pergunta final é boa. mas eu temho uma melhor: que tipo de gente dá ouvidos a um colunista medíocre como voce? você nem assistiu o filme, como pode criticá-lo. o melhor é vc virar trabalhador braçal seu pseudo-intelectual.
Olá, gostaria de falar algumas coisas sobre seu comentário.
Como alguem pode falar mal de uma coisa que nem viu? Como um cara simples, que nunca foi ao cinema, vai conseguir ler, assistir o filme, entender e ainda te explicar? Pra mim você é um católico frustado tentando ajudar a outros católicos frustados a não dar bola pra essa história sendo que ela pode ser sim verdadeira, se você acredita em um livro que foi escrito a milenios e não pode acreditar em um que foi escrito agora? Você sim, não faz, não fez e nunca fará parte de nada na hisória, obrigado.
Leonardo Da Vinci, pintor que ocupa uma nota de rodapé na História???
mistura um tanto quanto indigesta: Religião e arte – assuntos que nunca tiveram absolutamente nada a ver???
Tom Hanks – péssimo ator???
futricando a vida alheia (ninguem estah interessado nessa ‘lorota’ de segredos do cristianismo.. imagina, um assunto tao supéfluo, pq perder tempo com algo tao irrelevante.. Eh tao irrelevante q a doutrina dura alguns anos, ou melhor.. milênios!!! Q isso.. bobagem!!! Uma suposta forma de manipulaçao da mente humana.. e kem ker saber se isso é verdade ou nao?) Hunfs >/, o pior de tudo nao eh o argumento q vc defende e sim a forma como vc o defende, há maneiras melhores de ser convincente!!!
Seu Vascaíno, sou seu fã e meu sonho seria vê-lo inaugurar uma seção “Os blogs que não li” com uma bela crítica ao meu humilde web espaço.
Abraços.
PS: Aguardo ansioso pela crítica de “Carioca”. Adianto-lhe que o disco está patético.
Mané, não é que o filme “filme pode até”, ele não é bom.
Cara, vc é mesmo um frustrado hein…
O filme pode até não ser bom, mas sua “critica” tá muito pior…
Não, mocinho, eu sou Cruzmaltino Bandeco. Não sinta por isso.
Vc tentou, mas não conseguiu fazer uma crítica inteligente. Seus argumentos são de natureza apeladora, não inteligente.
Sinto muito, vc não é Diogo Mainardi
Claro que têm a ver!
Amabas são propaladas por viados!
Como assim religião e arte não tem nada a ver? tá por fora, hein velhote!.