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	<title>Ressaca Moral &#187; Tylon Maués</title>
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		<title>Os Pioneiros em&#8230;. performances em shows de rock</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 14:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais do que saber quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha, muita gente tem curiosidade em saber quem foi o primeiro a participar de situações que, hoje, soam prosaicas para a gente. Quem foi a primeira pessoa a levantar os braços na montanha russa? Quem descobriu que pizza gelada é o melhor café da manhã que existe? Em que espetáculo começaram a aplaudir os artistas para mostrar que gostaram do que viram? Enfim, o Ressaca Moral nunca foi muito de elucidar essas dúvidas, mas nós aqui da redação descobrimos semana passada um <a href="http://www.google.com">site</a> que desvenda todas as dúvidas da humanidade. Comecemos pelos shows do bom e velho rock&#8217;n roll.</p>
<p><strong>O Isqueiro</strong> &#8211; É um dos pontos altos de qualquer show de rock que se preze. O costume de acender os isqueiros nos ápices dos espetáculos começou em 1968 em <a href="http://www.destination360.com/north-america/us/illinois/images/s/illinois-chicago.jpg">Mossoró</a> (RN). Durante um show da banda progressiva <a href="http://www.fashionbubbles.com/wp-content/uploads/2008/03/poison_80sbighair.JPG">Os Anjos de Orós</a> a usina termoelétrica da cidade parou de funcionar por causa da falta de óleo diesel. O apagão se deu justamente no solo de oito minutos de azabumba do hit Calango das Estrelas e, para não perderem um só instante da performance, os presentes pediram a Mileno Brígido, que por morar longe sempre levava uma lamparina consigo, que acendesse a dita para iluminar o local. Ele mandou ver na faísca e levantou a lamparina. Entusiasmado com o ritmo da música, Mileno balançava a iluminação de um lado para o outro e ajudou a levar a um frenesi os mais de 7 mil presentes ao <a href="http://img.skysports.com/07/09/480/Ajax_26320_569579.jpg">estádio Coronel Herculano Santana</a>. Como forma de agradecimento, os 17 integrantes da banda usaram 80% da renda do show para comprar-lhe uma lamparina nova e meio litro de querosene. Infelizmente, Mileno era adicto e morreu de overdose de querosene dois meses depois.</p>
<p><strong>O &#8220;Uhúúú&#8221; &#8211; </strong>Nos primórdios do rock na Inglaterra, isso na década de 50, <a href="http://www.rio-grande-do-norte.com/diretorio/catimages/mossoro.jpg">Manchester</a> era junto com <a href="http://www.empauta.net/cat5/admin/mossoro.jpg">Londres</a> os points de quem queria ouvir um som mais acelerado. Até hoje as cidades continuam sendo referências no Reino Unido. Em 1958, o lar dos <a href="http://d.yimg.com/eur.yimg.com/ng/sp/empics/20080316/17/521622572-soccer-barclays-premier-league-manchester-city-v-tottenham-hotspur-city.jpg">Red Devils</a> viu uma nova vertente do R&#8217;n R. As canções destoavam do clima de pura azaração que rolava na época. Eram mais introspectivas, melancólicas e tocavam fundo ao indivíduo (eu, hein!). Num show desses, no pub <a href="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/FIP/CL-00009-C~The-Cowboy-Bar-Jackson-Hole-Wyoming-Posters.jpg">Touch Me Hard</a>, um espectador não se aguentou e tirou do fundo da alma o grito que até hoje parece vir do além para assombrar tudo quanto é espetáculo mundo afora. Dizem que o tal que deu o gritinho montou uma <a href="http://www.exclaim.ca/images/up-bauhaus_lrg.jpg">banda depressiva</a> nos anos 80 homenageando os trabalhadores de ferragem e hoje, semi-aposentado, virou um ícone das <a href="http://www.petaenespanol.com/celeb/page/Morrissey.jpg">bibas de meia-idade</a>. Felizmente, não se ouviu mais falar dele.</p>
<p><strong>O Mosh &#8211; </strong>Como era de se esperar, o <a href="http://cameraman.no.sapo.pt/Mosh2NEW.jpg">salto do palco para ser agarrado pelos amigos</a> surgiu num show punk e em <a href="http://www.destination360.com/north-america/us/michigan/images/s/detroit.jpg">Mossoró</a>. O ano era 1975 e a apresentação era da banda <a href="http://www.shout.cc/images/oldgroup2.jpg">Carcará Attack</a>. O maior entusiasta do som de dois acordes e meio era o lavrador e anarquista Gregório Pigarrilho, o Grog. Ex-metaleiro, ex-progressista, ex-Mod e ex-rockabilly, Grog estava em todas, mas não entendia nada de nada de nenhum dos sons. Ele sempre curtia os shows como quem escutava um xaxado, o que incomodava demais a <a href="http://imagemdodia.no.sapo.pt/Punks.jpg">cena punk mossoroense</a>. Foi assim que no show do CA ele subiu ao palco munido de seu indefectível triângulo e mandou ver na dança. Entre cusparadas e protestos ele foi arremessado do palco pelos seguranças e agarrado pelos que estavam embaixo. Gostou tanto da experiência que foi de novo, com a diferença que dessa vez ninguém o segurou. Nunca mais se ouviu falar do Grog, mas dizem que hoje ele é entusiasta do cancioneiro popular e leva a palavra sagrada de <a href="http://zennla.blig.ig.com.br/imagens/punkyjoinha.jpg">Mallu Magalhães</a> pela caatinga.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-716" title="magico-de-oros1" src="http://www.ressacamoral.com/wp-content/uploads/2009/02/magico-de-oros1.jpg" alt="Último registro fotográfico da Magicos de Orós, na época apenas com cinco integrantes. A banda era considerada a Pink Floyd do agreste, seja isso um elogio ou não. O click psicodélico é de Messias Jardan." width="336" height="342" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Último registro fotográfico da Magicos de Orós, na época apenas com cinco integrantes. A banda era considerada a Pink Floyd do agreste, seja isso um elogio ou não. O click psicodélico é de Messias Jardan.</dd>
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		<title>Atmosfera de puro sexo no ar</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 01:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tylon Maués]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que nunca dei muita bola para revistas de mulher pelada. Não que tenha algum orgulho disso, mas nunca comprei uma Playboy ou genérica dela em minha vida. Para mim valia muito mais gastar meus parcos trocados poupados do lanche em sacanagem pura. Partia logo para revistinhas eróticas, especialmente as em quadrinhos. Sempre gostei de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que nunca dei muita bola para revistas de mulher pelada. Não que tenha algum orgulho disso, mas nunca comprei uma Playboy ou genérica dela em minha vida. Para mim valia muito mais gastar meus parcos trocados poupados do lanche em sacanagem pura. Partia logo para revistinhas eróticas, especialmente as em quadrinhos. Sempre gostei de HQ. É claro que quando uma Playboy, Ele &#038; Ela ou alguma do gênero caía em minhas mãos não me furtava em olhá-las. Desde cedo outra coisa além de peitos, bundas e xerecas me atraíam nessas revistas: os contos. E, nenhuma delas conseguia se igualar ao material que vinha na Fórum, o suplemento literário da Ele &#038; Ela.</p>
<p>Teoricamente eram aventuras reais mandadas pelos leitores. Mas, como leitor assíduo que era, mesmo sendo apenas um moleque, sacava na hora que era tudo inventado por algum redator da revista ou pelo próprio remetente, ansioso em aumentar seus feitos. Reais ou não a maioria era bem legal.</p>
<p>O importante era passar por cima da padronização dos textos. Mesmo uma revista de putaria tinha que ter uma certa linha, por isso os termos chulos eram vetados e as descrições eram sempre muito parecidas. &#8220;Ela sorveu gulosamente minha glande como se há muito não tivesse um membro entre suas mãos&#8221;, coisas desse tipo.</p>
<p>Então, vencido esse obstáculo o negócio era se divertir &#8211; de todos os jeitos &#8211; com o que vinha a seguir. O proibido era sempre o mais dado naquelas páginas, fosse na figura da vizinha casada insatisfeita no casamento, na da chefe mandona mas que gostava de ser submissa após o expediente ou da daquela priminha que há muito não via e, vejam só, resolveu passar as férias na sua casa justamente quando ambos estavam para explodir com a chegada dos hormônios.</p>
<p>Dificilmente saiam desse esquemão. Quando muito era uma suruba. Mas, se o enredo não é lá essas coisas, restava aos redatores dar uma arrumada. Aí é que entra minha admiração com esses Bocages e Sades anônimos que mandavam ver nas descrições do rala-e-rola para compensar uma história mequetrefe.</p>
<p>Ficava imaginando esse carinhas em redações esfumaçadas, cheios de serviço por conta de um segundo emprego tendo que ajeitar a punhetagem de um cara que se dignou a mandar pelo correio aquela vez que deu uma rapidinha bem das suas escrotas.</p>
<p>Histórias como &#8220;Minha vizinha, aquela coroa feia de cara e boa de bunda, me pagou umas cervejas dia desses. Depois a gente fomos prum forró e, sabe como é, né, uma coisa leva a outra e de lá fomos prum motel muito doido. Tinha espelho no teto e banheira. Nós transamos de tudo quanto é jeito, na frente e atrás&#8221; virava &#8220;Tenho uma vizinha que é um tesão. Peitos firmes e do tipo que cabem na mão e uma bundinha eternamente arrebitada. Não ficava nada a dever às meninas de 20 anos. Nós sempre trocávamos olhares e sonhava acordado com o dia em que ela fosse minha. Certo dia nos encontramos e conversamos brevemente sobre a temperatura. Combinamos de dividir uma cerveja. Depois de uma garrafa o bar já estava fechando. O único lugar aberto era uma boate lá perto. Fomos para lá meio constrangidos, ainda mais porque a música era para ser dançada coladinhos. Lá fomos nós pro salão e depois de duas ou três músicas juntinhos meu membro de 23 cm já estava totalmente intumescido e ela sentia isso em suas ancas&#8230;.&#8221;. O resto vocês podem e devem imaginar.</p>
<p>A internet tá cheia de sites com contos eróticos ou simplesmente pornográficos, inclusive a Ele &#038; Ela tem seu Fórum virtual. Mas, não é a mesma coisa. Um computador nunca vai trazer o mesmo prazer de se esconder num canto da casa para ler algumas lihas da mais pura sacanagem. Para o bem de milhares de crianças nesse Brasil que são expostas a drogas como NXZero, CPM22, Cláudia Leitttte ou sub-literatura de gente que gosta de arrotar vidas marginais de bar em bar sem nunca terem tomado contato com esse mundo, uma revista ou suplemento como a Fórum devia voltar ao mercado.</p>
<p><em>&#8220;Como eu peguei a namorada do emo chifrudo&#8221; é o nome do conto que Messias Jardan escreve como ghost writer para um amigo. O retratista lascivo e literário fez o click num pasto em Mossoró, cidade cuja juventude cunhou o termo From Uk.</em></p>
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		<title>Me engana que eu gosto &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 04:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como não há ficção mais brutal que a realidade, não há também nenhuma mais engraçada. Ressalte-se que na maioria das vezes o que nos faz rir nem sempre é algo bacana, haja visto o interesse até mórbido para vídeo-cassetadas e afins. Em <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080416/not_imp157540,0.php">matéria</a> do Estadão do dia 16 ficamos sabendo dos possíveis candidatos para a eleição do segundo semestre em São Paulo. Na reportagem há listado <a href="http://pulp.250free.com/frs/mallandro1.JPG">Sérgio Mallandro</a>, <a href="http://www.bemparana.com.br/marcus/wp-content/uploads/2007/12/00-clodovil.jpg">Ronaldo Ésper</a>, <a href="http://img.terra.com.br/i/2007/02/17/462878-6994-cp.jpg">Renata Banhara</a> (?), <a href="http://www.rocumentaries.com/pics/jimmorrison001.JPG">Rafael Ilha</a>, entre outros. Não que uma pessoa pública não possa concorrer a um cargo eletivo, vide vultos internacionais como <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1c/Cicciolina.jpg/427px-Cicciolina.jpg">Cicciolina</a>, <a href="http://www.forces.org/images/jesse-ventura.jpg">Jesse Ventura</a>, <a href="http://i63.photobucket.com/albums/h149/srecancovek/jonahhex2.jpg">Clint Eastwood</a> e <a href="http://www.adherents.com/lit/comics/image/Ronald_Reagan_DarkKnight.jpg">Ronald Reagan</a>. Não é um fenômeno nosso ter <a href="http://www.jroliveira.com.br/site/fotos/Imagens/0603%20cao%20piano.bmp">Frank Aguiar</a>, <a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/01/19/19_MVG_sp_esper1.jpg">Clodovil</a>, <a href="http://www.psg.com/~walter/anta.jpg">Lula</a> ou <a href="http://boyamazon.com/images/timoteo.jpg">Agnaldo Timóteo</a>, mas que é curioso, é.</p>
<p><span id="more-488"></span><br />
Dos citados acima a única exceção que mereceria meu voto (grande coisa) é Eastwood. Um homem que dirigiu clássicos como Os Imperdoáveis, Menina de Ouro, Cartas Para Iwo Jima, entre outros, e interpretou <a href="http://www.piranha.addr.com/images/Dirty%20Harry%202.jpg">&#8220;Dirty&#8221; Harry Callahan</a>, <a href="http://www.acat.cat/forumacat/images/avatars/26780154247137838140eb.jpg">Philo Beddoe</a>, <a href="http://img.timeinc.net/time/daily/2006/0610/amclint_1023.jpg">Joe/Monco/Blondie</a>, etc., merece o voto de qualquer um. Mas e os outros? O próprio Reagan não tinha nada que garantisse que faria um bom governo. Vá lá que entrou na paranóia da Guerra Fria, mas eram outros tempos e, pelo menos, ajudou na derrocada das ditaduras <a href="http://www.insanus.org/novacorja/anapaula.jpg">comunistas </a>no leste europeu.</p>
<p>Na matéria da Folha lemos que Rafael Ilha, ex-vocalista do <a href="http://www.ipublishingservices.com/boletines/imagenes/mail-009-a.jpg">Polegar</a> e que ficou notório pelos problemas com drogas pesadas, hoje é proprietário de uma clínica de reabilitação. Acredito e sempre torço pela recuperação das pessoas, de que podem se redimir de seus erros. Mas, qual a credibilidade dele nesse caso? Tem todo o direito de se candidatar. A lei lhe garante isso, mas duvido muito que consiga os votos necessários para exercer qualquer cargo.</p>
<p>Sérgio Mallandro se filiou ao PTB e deve concorrer a uma vaga na Câmara Municipal paulista. São Paulo já elegeu o <a href="http://paquiderme.blogger.com.br/maluf_detido.jpg">Maluf</a> várias vezes, assim como meu estado mantém <a href="http://decio.globolog.com.br/jader.jpg">Jader Barbalho </a>na vida pública há décadas, por isso não duvido que o homem do Gluglu possa se dar bem. Em tempo, foi ele quem fez uma pegadinha com o citado Ilha, na época em tratamento para se livrar do vício, na qual lhe oferecia drogas. Não era piada. Não teve graça. Tomara que assim como seu programa ele seja ignorado mais uma vez.</p>
<p>É claro que por trás de um personagem bizarro pode existir um artista que, como cidadão, tenha idéias interessantes. Simplesmente descartá-lo beira o preconceito. Na mesma reportagem do jornalão paulista há, por exemplo, o mesa-tenista <a href="http://www.an.com.br/pann/2007/jul/fotos/30pan18.jpg">Hugo Oyama</a>, maior medalhista brasileiro em jogos Pan-Americanos e que convive com as dificuldades do esporte amador desde que aprendeu a dar as primeiras raquetadas. Pode ser que de venham boas ações para o esporte, assim como pode ser que não.</p>
<p>Mas a lista é pobre em nomes inspiradores. Renata Banhara, uma dessas modelos que vive de posar nua, inspira muita coisa em mim, mas nada que a abone a receber um voto. Já <a href="http://schmoopy.files.wordpress.com/2007/03/beetlejuice.jpg">Netinho de Paula</a>, ex-vocalista do <a href="http://news.stareastasia.com/wp-content/uploads/2007/03/super-junior-01.jpg">Negritude Júnior</a> e apresentador de um programa dominical (acho que na Record), não inspira nada que não seja asco pela música de péssima qualidade que nos proporcionou por anos. Pode até ser que seja gente boa. Sabe como é, um cara de suíngue, bom papo, namorou a <a href="http://www.hlera.com.br/noticias/noticia-fotos/1393/01.jpg">Taís Araújo</a>, essas coisas. Mas, na boa, não dá.</p>
<p>Se em São Paulo é assim, fico imaginando como é no resto do Brasil. Isso é assunto para o próximo post. Vou escolher um candidato bem batuta para poder mudar meu domicílio eleitoral.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="202-hooters.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/202-hooters.jpg" width="448" height="325" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Amanda Silver era uma candidata honesta, proba e com algumas boas idéias. Mas bastou começar a campanha na rua para não angariar nem um voto. Nem o do marido. O click cheio de sufrágio é de Messias Jardan.</em></p>
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		<title>Presente brasileiro não passa na alfândega americana</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 01:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mais importante secretária de estado atualmente nos Estados Unidos, Condoleezza Rice recebe presente de grego no Brasil e a relação entre os países está estremecida.</em></p>
<p><strong>El Salvador &#8211; </strong>Em recente visita a Salvador, maior cidade mais próxima a <a href="http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/00/14/81/2d/downtown-montevideo.jpg">Mossoró</a>, a secretária de estado norte-americana Condoleezza Rice se encantou com a capital baiana. Ela visitou os pontos turísticos, provou da comida típica, foi atrás de dois trios elétricos, teve uma breve mas sentida infecção intestinal e assinou vários projetos de cooperação entre USA e Brasil.</p>
<p>Sentindo-se em casa, a afro-negrinha gringa estava como pinto no lixo até que o cerimonial brazuca aprontou das suas. Em retaliação por causa do embargo a Cuba e à carne de calango mossoromita, o governo petista tratou de mandar bombas de efeito retardado. Primeiro foi o acarajé, depois uma apresentação de 40 minutos de Carlinhos Brown &#8211; o que é proibido pelo Protocolo de Kioto &#8211; e, para arrematar, deram-lhe de presente um espécime de Preta Gil.</p>
<p>- What is this?, perguntava insistentemente a parda que mais manda nos Estates depois da Beyoncé.</p>
<p>Aparentemente o regalo estava fora do prazo de validade, já que não parava no lugar, esperneava, beijava os presentes e ameaçava a todos com poses &#8220;sensuais&#8221;. Fontes do Serviço Secreto dos Estados Unidos (Sesedos) garantem que o raro exemplar &#8211; infelizmente fora da lista dos que estão em processo de extinção &#8211; foi mandado para Guantánamo.</p>
<p><strong>Protesto &#8211; </strong>Mas, nem tudo foram flores na visita soteropolitana da mandatária estrangeira. Uma caravana de uma famosa cidade nordestina com cartazes com os seguintes dizeres &#8220;Ianque, gol rômi! O petróleo de <a href="http://www.guiageo-americas.com/fotos/montevideo.jpg">Mossoró</a> é nóço&#8221;</p>
<p>&#8220;É, esses americano só gostam de petróleo que eu sei. Eles devem bem tá querendo invadir Mossoró pra ficar com nossas riquezas. Nem sei como é ou pra que serve o petróleo, mas é coisa nossa como a Dança da Cabrita Manca e o sarapatéu de calango&#8221;, comentou Jebedão Pantoja, presidente do Sindicato dos Amansadores de Bode de Mossoró e Adjacências (Sinabomias).</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Preta.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Preta.jpg" width="439" height="316" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Educada, Condoleezza aceitou o presente e levou consigo o exemplar de Preta, mas tirou do cartão corporativo do Ministro Gil o excesso de bagagem. O click cheio Meu Rei é do retratista Messias Jardan.</em></p>
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		<title>Separados venceremos</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 16:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tylon Maués]]></category>

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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proclamação da Independência do Kosovo várias outras repúblicas espalhadas pelos quatro cantos começam a reivindicar mais autonomia. Aqui, ali e acolá pipocam movimentos separatistas, revoluções ou simplesmente passeatas a favor da meia-passagem nos ônibus. Sempre na crista da onda dos acontecimentos internacionais, o departamento de Jornalismo e Hortifrutigranjeiro do Ressaca Moral lista alguns desses territórios mimados e cheios de vontade que querem se separar.</p>
<p><strong><a href="http://www.destination360.com/north-america/us/michigan/images/s/detroit.jpg">Mossoró</a> &#8211; </strong>Principal centro industrial, cultural, financeiro e dona da maior jazida de pedra-pome do mundo, a capital informal do Brasil há muito merece ser um país. Semana passada, como estava sem nada para fazer, o vereador Jonatas Aissimíler &#8211; batizado assim em homenagem ao nadador olímpico e primeiro Tarzan do cinema -, o Ziquizira, propôs que os mossoromitas mandassem o Brasil às favas e criassem ali um estado Independente. De presto foi ovacionado. O problema começou quando o líder da oposição, vereador Tito das Dores, quis oficializar o Baraúnas (&#8220;Leão do Oeste&#8221;) como representante local na próxima Copa do Mundo. Os torcedores do Potiguar (Time Príncipe) depredaram o prédio de 28 andares da assembléia legislativa e o assunto foi adiado. Por enquanto.</p>
<p><strong><a href="http://www.heyhopunk.blogger.com.br/Imagem%20266.jpg">Glurutão</a> &#8211; </strong>Se conseguir a independência será a menor república do mundo. Localizada no quintal de um apicultor em Strblsklwyvski (pronuncia-se &#8220;óia&#8221;), interior da Polônia, essa nação é constituída por 45 famílias de <a href="http://www.5sm.co.za/pics/EthnicWorld/Los%20Gitanos.jpg">ciganos muito simpáticos</a> que dividem um quarto e sala. Ninguém nunca deu muita bola para eles, até porque nem mão eles sabem ler direito, e, justamente por causa disso resolveram que era a hora do basta. Marcaram o ato de independência para o próximo mês, assim que conseguirem descolar um troco com a venda de quinquilharias na venda de Dona Zoraide.</p>
<p><strong>Piauí &#8211; </strong>Tão logo soube das intenções separatistas dos dirigentes desse brioso estado da federação o governo central mandou paralizar as obras de transposição do Rio São Francisco &#8211; o Velho Chiquinho &#8211; e enviou todos os tratores, os trabalhadores, toda a verba e os voluntários para lá. &#8220;Cava esse estado todinho e joga ele nu mar di vez&#8221;, teria dito um político lá de Brasília que tem apenas nove dedos e possui gramática tatibitate.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="ressaca.JPG" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ressaca.jpg" width="444" height="319" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Foto de 1975 do grupo separatista mossoroense Alossondro Sotomayor da Silva, que desde então luta na clandestinidade pela independência da Cidade-Estado. Sem o apoio popular de outrora desde o atentado terrorista que derrubou as torres triplas de Mossoró, hoje os membros do ASS sobrevivem com apresentações de danças folclóricas ou tocando azabumbas nos shows do Cordel do Fogo Encantado. O click revolucionário é de Messias Jardan, o retratista que endurece pero no perde la ternura, jamás.</em></p>
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		<title>Resoluções de final de ano que ninguém cumpre e nem quer</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 00:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dar um giro de 360º e crescer profissionalmente &#8211; </strong>&#8220;No ano que vem vou melhorar de vida. Estudar, me especializar, fazer um concurso, ou seja, dar um giro de 360º na minha vida&#8221;. Cara, se você der uma volta como essa vai parar no mesmo lugar, ou seja, continuará na merda em que se encontra. Eu nunca quis dar uma volta em torno da minha generosa circunferência, mas já pensei em trabalhar mais para melhorar de vida. Mas, aí dormi mais um pouco e esperei essa vontade passar.,</p>
<p><strong>Ser menos sedentário e ter uma vida mais saudável &#8211; </strong>Todo mundo já se falou isso um dia. A maioria esmagadora nunca cumpriu essa promessa. Na verdade, a porcentagem dos que realmente mudaram os exercícios dos botecos para as academias é ínfima. Eu já fiz exercícios na minha vida. Foram meses jogados fora. Quem já freqüentou uma academia sabe que uma das cenas mais surreais é a de pessoas se olhando no espelho, checando cada milímetro do corpo para saber se os músculos estão em forma. &#8220;E aí moleque, tô maior já, não?&#8221;, uma vez perguntou pra mim o marmanjo. Não respondi, juro.</p>
<p><strong>Nunca mais falar sobre o &#8220;Tropa de Elite&#8221; &#8211; </strong>Prometo não só não mais comentar sobre esse filme como nunca mais ouvir, nem incidentalmente, aqueles funks horrorosos sobre a obra. Porra, depois de mais de 30 anos o Brasil faz um filme com um policial anti-herói e a sociedade fica ou escandalizada ou glorificando o Capitão Nascimento, quanta babaquice! É um filme, porra. Só isso. Tenho amigos que já viram e dizem que é até um filme legal, mas agora já é uma questão de honra, não verei mais esse filme.</p>
<p><strong>Tratar melhor meus filhos e ser mais tolerant&#8230; &#8211; </strong>&#8220;Porra, de novo? Que barulho dos infernos! Cala boca porra. Não vê que tô escrevendo? Não me enche o saco e vai pro teu quarto&#8230;&#8221;.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Flavio.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Flavio.jpg" width="228" height="314" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;"/></span>  <em>Para ganhar um troco no Natal e passar o ano novo numa náice, Gato Flávio tratou de organizar um workshop aos seus pares sobre animação natalina. Adepto da fuzarca, ele fez o maior sucesso entre os bichanos. O click &#8220;ano que vem eu tiro o pé da merda&#8221; é de Messias Jardan.</em></p>
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		<title>Quem é morto sempre aparece</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 20:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Máquina fotográfica em mãos, todos a postos para a pose e, quando a imagem é revelada &#8211; hoje se diria quando ela é vista no computador &#8211; eis que aparece uma surpresa. Um componente a mais, algo ou alguém que não estava lá. Não é um caso raro, muito menos isolado. A tentativa de captar imagens de espíritos por meio de máquinas fotográficas ou de vídeo tem sido uma constante na história da investigação do mundo espiritual. Existem fotos clássicas a esse respeito, como a de lorde escocês Combermere. Em 1891, no mesmo momento em que Combermere era enterrado, uma foto da biblioteca de sua mansão registrava um vulto. Depois de uma hora de exposição uma figura difusa surgiu numa cadeira, sugerindo a imagem de um homem de idade. Os parentes do lorde garantiram que era o tal que aparecia na foto.</p>
<p><span id="more-463"></span><br />
Em Belém, em 1921, o então advogado e futuro desembargador Nogueira de Faria lançou <a href="http://clotildes.tripod.com/o_trabalho_dos_mortos.html">&#8220;O Trabalho dos Mortos (O Livro do João)&#8221;</a>, livro com nome de ficção científica de última qualidade que relata as experiências mediúnicas da família de Eurípedes Prado, &#8221; guarda-livros da firma Albuquerque &#038; Cia., desta praça, e cavalheiro muito conceituado nesta Capital&#8221;, tal como explica a reportagem de 20 de maio de 1920 da Folha do Norte, jornal que já não existe. Os fenômenos de materialização foram fotografados pelo maestro Ettore Bosio. Considerado o primeiro documento de prestígio do fenômeno no Brasil e um dos pioneiros no mundo, a publicação ganhou o país entre os adeptos do Espiritismo. A fama das médiuns da família paraense ganhou corpo por conta das fotos que mostravam vários espíritos materializando-se através do ectoplasma. O João do título refere-se ao espírito de mesmo nome, o mais assíduo das sessões entre os Prado.</p>
<p>O ectoplasma, aí um aposto para o tecnicismo, é uma substância amorfa e vaporosa com tendência à solidificação e que, por influência de um campo organizador específico, a mente dos encarnados (vivos) e desencarnados (mortos), pode tomar diversas formas. Podendo ser fotografado, tem cor branco-acinzentada, pode ser desde uma névoa transparente até a uma forma tangível. O Ectoplasma é doado pelo médium depois da moldagem pelo processo de condensação e, posteriormente, retorna à sua fonte (o médium) por mecanismo inverso.</p>
<p>O fotógrafo e artista-plástico paulista Mário Ramiro estudou em 1991 na Alemanha a técnica fotográfica Schlieren, que permite registrar as emanações de calor em volta de corpos quentes. Lá se aprofundou nas pesquisas sobre a fotografia e conheceu os muitos estudos que já haviam sido realizados não só na Alemanha, mas também na França, nos EUA e no Canadá sobre o registro do invisível. Ao retornar ao Brasil, percebeu que aqui ainda não havia sido feito nenhum trabalho sobre esse universo chamado da &#8220;Fotografia dos Espíritos no Brasil&#8221;. Foi então que chegou ao trabalho dos paraenses.</p>
<p>&#8220;A minha tese é a de que essas fotografias, produzidas no contexto do espiritismo ou ainda da chamada parapsicologia (hoje conhecida como &#8220;psi&#8221;), apresentam uma gramática visual, uma composição fotográfica muito semelhante à chamada &#8220;Fotografia encenada&#8221; (em inglês &#8220;staged photography&#8221;), estética artística muito em voga ao longo dos anos 80 do último século e que foi, em grande parte, responsável pela conquista definitiva do estudo da fotografia como arte&#8221;, explica Ramiro.</p>
<p>Os fenômenos na casa dos Prados foram amplamente relatados pelos jornais mais importantes da época, a Folha do Norte e O Estado do Pará. A primeira vista, tanto para quem é cético quanto aos leigos, as imagens aparentam ser montagens ou simples sobreposições de negativos. No entanto, as fraudes sempre estiveram sob a ferrenha ótica do Espiritismo, doutrina que sempre teve um pé fortemente fincado na legitimação científica. Até hoje, com todas as técnicas avançadas de análise fotográfica não se provou nenhuma fraude do caso paraense.</p>
<p>E esse controle se faz necessário porque uma fraude pode acontecer propositalmente ou não. No caso dos espíritos que mal aparecem, simples borrões, a explicação mais corriqueira que se trata do excesso de tempo de exposição das chapas à luz. É bom lembrar que no começo do século passado o tempo para que fosse feita uma foto era muito maior que hoje em dia. Quanto maior tempo que o obturador (que regula o tempo da entrada da luz) e o diafragma (que regula o tamanho da abertura da entrada de luz) ficarem aberto maior será a chance de uma pessoa que não está no foco sair borrada. Já a aparição de um corpo estranho pode ser explicada pela reutilização de uma mesma chapa ou negativo. Em tempo, esses são exemplos de erros que podem acontecer, contudo, é bom reforçar novamente, nunca foi provado nada que desautorizasse as fotos do maestro.</p>
<p>As fotografias de fantasmas são consideradas por alguns pesquisadores dos fenômenos parapsíquicos e espirituais como uma fonte confiável de informação e contato com outras dimensões, desde que devida e criteriosamente analisadas. Por conta de seu pioneirismo as fotos sempre foram alvos de olhares enviesados. Mas, nos anos que se seguiram vários outros relatos semelhantes foram registrados. Alguns, inclusive, com a presença de Chico Xavier, o mineiro considerado o principal médium brasileiro.</p>
<p>&#8220;Não havia técnicas suficientes pra manipulações das fotos. Fraudes existem, isso é fato, mas, fato é fato e enquanto o homem ver apenas o corpo não verá a alma&#8221;, comenta Heitor Lacerda, terceiro vice-presidente da União Espírita Paraense. Hoje tais fraudes são facilmente feitas e, da mesma forma desmontadas. Os recursos à mão são enormes e acessíveis até para quem não é profissional da área.</p>
<p>Desde o ano passado, por exemplo, o inglês Richard Wiseman, da Universidade de Heartfordshire, encabeça uma força-tarefa científica para tentar desvendar os mistérios que cercam fotografias que há décadas desafiam a ciência. Considerado o &#8220;inimigo número um dos fantasmas&#8221;, tornou-se célebre após coordenar, em 2003, uma pesquisa que derrubou a aura fantasmagórica dos castelos de Hampton Court (Inglaterra) e South Bridge Vaults, na Escócia, então alguns dos casos mais famosos que se tinha notícia.</p>
<p>A Materialização, segundo a doutrina espírita, se dá com a união de dois componentes do espírito, a alma e o perispírito (o terceiro é o corpo). É um fenômeno material, como é classificado o espírito, que estaria numa freqüência diferente da nossa e que pos isso precisa de um receptáculo humano &#8211; os médiuns &#8211; para aparecerem. &#8220;O espírito tem poderes que o corpo não tem. O corpo é um escafandro abafador desses poderes. Nos sonhos fazemos coisas impossíveis ao corpo, como voar. É o espírito em ação&#8221;, explica Lacerda.</p>
<p>Mário Ramiro ressalta que seu interesse é puramente científico, sem entrar no mérito religioso dos fenômenos registrados nas fotografias. Isso é assunto para religiosos e estudiosos do assunto. &#8220;Eu não tenho nenhuma experiência pessoal nesse campo e não estou interessado em discutir se tais registros de fenômenos são ou não &#8216;verdadeiros&#8217;. Eu não estou habilitado a falar sobre isso, pois sou um artista-pesquisador que, por conta do doutorado, está sendo levado a conhecer de perto a história do espiritismo no Brasil&#8221;.</p>
<p><em><strong>Matéria publicada na edição de junho, a inaugural, da revista de.lovely, de Belém do Pará. Não acredito em nada dessas coisas, sejam espíritos ou virgens que dão à luz, mas procuro respeitar as crenças dos outros. A minha editora, que também é minha amiga, me esculhambava dia sim e dia sim para eu colocar mais molho na matéria &#8211; &#8220;cadê humor nessa porra? &#8211; me dizia num dos raros momentos de delicadeza. No final ela gostou. Curiosidade: o título foi o mesmo do email que mandei a ela com a matéria para ser editada. Gostaram do chiste e ficou. Vai entender o que se passa na cabeça desse povo.</strong></em></p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ettore Bosio.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ettore%20Bosio.jpg" width="228" height="320" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;"/></span>  <em>Messias Jardan garante que já tirou foto de tudo que é vivo ou não nesse mundo, mas esse click é do começo do século e, naquela época, quem mandava ver nas objetivas era seu bisavô Ficário Jardan. A foto ao lado é do maestro Ettore Bosio. O registro mostra o aparecimento de um espírito (de preto) fantasiado de boneca velha&#8230; ou quase isso</em></p>
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		<title>Mossoró mobilizada para sediar jogos da Copa</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 21:00:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="mossorocopa2.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/mossorocopa2.jpg" width="92" height="160" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;"/></span>  <strong>Sertão &#8211; </strong> Depois do anúncio oficial por parte da Fifa de que o Brasil será a sede da Copa do Mundo de 2014, os governadores dos Estados que pleiteiam ter cidades sedes no evento voltaram da Suíça dispostos a tudo para abrigar jogos. Entre os políticos que vieram da Europa estava o vereador mossoroensse Khrysthyanno Jequitinhonha, o &#8220;Verdurinha&#8221;. Já em solo potiguar, Verdurinha (PV-RN) voltou a garantir que a metrópole da caatinga é sim uma das maiores concorrentes para sediar partidas.</p>
<p>&#8220;Lá no estrangeiro eu mostrei pra todo mundo, do porteiro do hotel ao dono da Fifa, que Mossoró tem tudo para ser sede de alguns jogos. A pedra fundamental do estádio Capitão João Maria Cristina Poços (Poção) já foi fincada no bairro (antiga invasão) Reino de Etérnia, e promete ser o mais moderno dos três hemisfério&#8221;, comentou Verdurinha, que em bom tempo lembrou da simpatia com que foi recebido na cidade suíça. &#8220;Num é pra menos, já que por lá eles chamam Zurique de a Mossoró européia devido o alto grau de avanço daquela cidade&#8221;.</p>
<p><strong>Poção &#8211; </strong>Devido a problemas com a verba oficial e a estiagem, a capacidade do Poção, originalmente projetado para abrigar 450 mil pessoas, diminuirá. A partir do novo projeto apenas 446 mil poderão entrar no estádio. &#8220;Não tem problema não. Fica só o pessoal daqui mesmo. Aliás, é até melhor porque esses gringos fedorentos não vão mais se misturar conosco&#8221;, comentou Dúlia Sguaçaba, presidenta do Comitê pela Copa em Mossoró (Cocoró).</p>
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		<title>PM de Mossoró prende arruaceiros e impede Spams</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 16:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mossoró (&#8220;imbigo&#8221; do mundo) &#8211; </strong>Sete feridos, dois em estado grave, e 43 presos. Esse foi o saldo de uma briga generalizada ocorrida no último sábado (27) no Centro Internacional de Convenções de Mossoró Coronel Herculano Tangerina (Cicorogina). A confusão começou por volta das 13 horas entre participantes de duas convenções que eram realizadas no local: O III Encontro Sul-americano de Apreciadores e Colecionadores de Ursinhos Carinhosos e a 17ª Convenção Nordestina de Produtores de Spam.</p>
<p>&#8220;Positivo. Foi uma confusão dos diabos. Tinha uns viadinhos com uns ursinhos carinhosos que eram umas pragas na briga. Eles só pararam quando o Clébson, um taxista que trabalha de motorista pra gente, passou por cima de uns três com nossa viatura&#8230; eheheheh&#8230; Qualquer dia vou multar o Clébson pra ele tomar vergonha na cara e renovar a carteira dele&#8230; eheheheh&#8221;, disse e divertiu-se o Hyroshi das Dores, chefe da briosa Polícia Militar de Mossoró.</p>
<p>Segundo testemunhas e funcionários do Cicorogina, a confusão toda começou quando os produtores de spam viram que entre os colecionadores de Ursinhos haviam pelo menos umas cinco mulheres e endoidaram. &#8220;Positivo. Segundo o que as investigações nos mostraram esses porras desses caras que mexem com computador parece que nunca viram uma mulher de verdade pela frente. Quando isso aconteceu eles perderam o controle, pareciam um piauiense na frente de um prato de feijão com arroz&#8230; eheheheheheh&#8221;, explicou e divertiu-se mais uma vez das Dores.</p>
<p>Hermes &#8220;Naruto21&#8243; do Livramento, 34 anos, um dos presos do lado dos &#8220;Spamnishers&#8221; (como eles gostam de ser chamados mas ninguém o faz), tentou se esquivar dos jornalistas, mas, teve que se explicar e admitiu que houve excessos. &#8220;Não sei o que acontece comigo quando vejo uma mulher, bonita ou não. Eu perco o controle. Minha mãe, com que eu moro, diz que é da idade&#8221;.</p>
<p>Lisbela do Rosário, 61, do lado os Ursinhos Carinhosos e um dos alvos de assédio dos Spamnishers confirmou o constrangimento que passou. &#8220;Foi horrível. Parecia o malvado do Coração Gelado quando ia para cima do Coração Veloz, Brilhante e a Caridosa. Felizmente o &#8216;carinhômetro&#8217; nos alertou do perigo&#8221;, contou dona Lisbela, estranhamente vestida com uma roupa felpuda da cor marrom e com um coração na barriga.</p>
<p>Quem for considerado culpado após a investigação da Polícia Civil mossoroensse terá que arcar com os prejuízos no Cicorogina. Devido o quebra-quebra o local teve que adiar em dois dias o começo da mais importante comemoração gastronômica da região, o Encontro Anual de Degustadores de Calango e Mandacaru (Endecu).</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Flausino.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Flausino.jpg" width="350" height="350" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Adepto do Cosplay (Cooperativas de Playgrounds), o Cãozinho Rogério Flausino ficou injuriado com o adiamento da festa que o grupo &#8220;Yu-Gi-Oh! 4 Ever&#8221; faria no próximo fim de semana. O click customizado é de Messias Jardan.</em></p>
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		<title>Ressaca Entrevista &#8211; The Feitos ou Vem Aí Mais Um Festival</title>
		<link>http://www.ressacamoral.com/2007/09/14/ressaca-entrevista-the-feitos-ou-vem-ai-mais-um-festival/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 17:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tylon</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado escrevi aqui sobre o primeiro festival de música independente <a href="http://www.serasgum.com">Se Rasgum no Rock</a>. Tentei até botar emoção porque trabalhei no evento e, por contrato, tinha que fazer isso. Pois nesse final de semana, dias 15 e 16, Belém recebe a segunda edição do evento e eu, mais uma vez para não ter que pagar ingresso, sujeito-me a trabalhar com os caras. Por mais que esse ano o local não seja o charmoso Parque dos Igarapés e sim uma casa noturna do centro da cidade a qualidade das bandas continua a mesma. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8zZ0cnn6GNw">Móveis Coloniais de Acaju</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dhjiN1V5paY">Cabaret</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_bUhLG0vMmI">Nashville Pussy</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LjjB5IcDOek">MQN</a>, Sarapatel do Cor&#8230;. ôpa, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=IxY2nvAvEYQ">Cordel do Fogo Encantado</a> são atrações para ninguém torcer o nariz.</p>
<p>Quem esteve no evento de 2006 sabe que diversão não faltou, sendo que agora há o diferencial de que os shows serão, como já citado, bem no centro da cidade, o que facilita e tanto o acesso. Algumas das melhores bandas locais estarão lá mais uma vez, como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7kYLT6L4Oho">Johny Rockstar</a> (<em>só um &#8220;n&#8221; mesmo</em>), <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KFa8ALMk2-A">Madame Saatan</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PwP4xrdCDOM&#038;mode=related&#038;search=">Norman Bates</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xFd-NCLQo0w">Delinqüentes</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_OCv61tHF1g">Cravo Carbono</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=u24jUCQ1wyE">La Pupuña</a> e mais uma penca delas.</p>
<p>Nós do Ressaca Moral tentamos durante a última semana entrevistar os organizadores do festival, mas sem sucesso. Um misto de falta de tempo, estrelismo e baitolagem (<em>por parte deles</em>) impediu o encontro. Sem saber o que fazer dona Magda, a contínua da redação nos lembrou que fizemos uma entrevista com o pessoal do The Feitos meses atrás e a engavetamos por total falta de graça. Mas, a situação faz o homem. O trio niteroiense foi uma das grandes revelações do festival do ano passado e voltou a Belém para a festa de lançamento do Se Rasgum 2007.</p>
<p>Ramon, Alexandre (Alê Poser) e Andrei foram de uma simpatia ímpar e contaram histórias do arco da velha sobre o mundinho fashion brasileiro, aquecimento global, a alta sociedade da cidade com a vista mais bonita do Rio de Janeiro e de como se conquistar uma boneca inflável. Nada que fizesse muito sentido, mas ficou um bate-papo pândego.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ressaca3.JPG" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ressaca3.JPG" width="314" height="235" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>(Da esquerda) Alê Poser entediado com a entrevista, Andrei rabiscando obscenidades e Ramon feliz da vida com mais um copo de cerveja. O click rupestre bem que poderia ser de Messias Jardan, mas na verdade é do amigo Marcel Arêde.</em></p>
<p><span id="more-438"></span><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-bAN7Ts0xBo">TUNAK TUNAK TUN / TUNAK TUNAK TUN / TUNAK TUNAK TUN / DA DA DA / TUNAK TUNAK TUN / TUNAK TUNAK TUN / TUNAK TUNAK TUN / DA DA DA / TUNAK TUNAK TUN / TUNAK TUNAK TUN / TUNAK TUNAK TUN / DA DA DA </a>(<em>N.R.: Ramon passou a noite cantando o clássico &#8220;Tunak&#8221; de Daler Mehndi ao notar que sou uma versão melhorada do cantor galã indiano</em>)</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Tá bom de Tunak, por favor. Contaê o papo do escorpião&#8230;</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Que papo do escorpião?</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Calma aê que vem coisa boa&#8230;. eu acho.</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>Foi um caso verídico onde provei que não temo o Mal e nem escorpiões. Fui guardar minhas coisas na mala e fui picado duas vezes. O dedo ficou imobilizado. Os bombeiros olharam e disseram: foi um escorpião. Isso só de olhar o ferimento. Mas não me abalei e fiz o show mesmo assim, com a mão inchada e dolorida.</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Porra, era essa história do escorpião? Sem-graça&#8230;</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Vlad, tu não tava lá. Na hora foi dramático.</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Quem chupou o dedo dele pra tirar o veneno?</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Deve ter sido a mesma groupie que, dizem, atendeu o Cachorro Grande atrás do palco.</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Não é o escorpião que a gente tem que mijar em cima para cortar o efeito?</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Isso! Mas não foi preciso nem mijar e nem chupar. Milagrosamente eu me recuperei sozinho e fiz o show mesmo assim. Nem precisei de ajuda dos bombeiros. Agora eu conto essa história para todo mundo. Dando uma de macho, né? &#8220;Porra, quase gangrenou e tal&#8221;.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ressaca2.JPG" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ressaca2.JPG" width="314" height="235" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Os Ressacas presentes. Eu com sorriso contido, Rafael Guedes rindo não se sabe do quê e Vladimir Cunha bebendo parece um gambá. O click etílico mais uma vez é do Arêde.</em></p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Eu queria que vocês falassem dos shows daqui. Fala do show do festival, porque esse de ontem&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Ninguém assistiu?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Eu não assisti&#8230;</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Eu não lembro.</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Eu sou surdo-mudo. Mas como leio lábios adorei as letras.</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>A história do The Feitos no Pará&#8230;porra, tem fita suficiente pra eu contar essa história?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Duas caixas de TDK.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Então&#8230;eu entro naquele serviço chamado &#8220;gâgou&#8221; (<em>N.R: Ramon se enrola todo na pronúncia).</em><br />
<strong>Tylon &#8211; </strong>Ah, rapaz, esse Google é uma novidade. Diz que tá arrebentando.</p>
<p>Vlad &#8211; Eu prefiro o Cadê&#8230;</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>Eu gosto de sala de chat. Já viu como é? Dá pra conversar com gente do mundo inteiro. É uma das grandes novidades da internet. Voltando: em 2005 eu digitei &#8220;The Feitos&#8221; no &#8220;gâgou&#8221; e apareceu uma matéria de um jornal chamado Diário do Pará. Diário do Pará, que porra era essa? Era uns caras vendendo um disquinho safado, uma coletânea pirata que tinha e uma porrada de banda, entre elas o The Feitos. Até Flamming Lips os safados colocaram. Depois descobri que era um disco com as músicas que mais tocavam nas festas da Dançum Se Rasgum. E na maior cara de pau, os caras da Dançum tavam vendendo a nossa música sem nem me avisar. &#8220;Vou processar&#8221;, pensei.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Igual ao Lars Ulrich, do Metallica.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Exatamente. Eu queria fechar o Soulseek, o Emule e a Se Rasgum de uma vez só (risos).</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Só com o que tu ia ganhar processando a Se Rasgum já dava para garantir uma aposentadoria confortável.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Pois é. Mas aí ao mesmo tempo achei do caralho a doidice dos caras. Tanto que quando viemos para o festival, o Se Rasgum no Rock do ano passado, foi uma loucura. Todo mundo conhecia as nossas músicas por causa das festas da galera e por causa do tal disco. Tava espalhado geral, tipo um veneno de escorpião.</p>
<p>(<em>Nessa hora, os entrevistadores protestam contra a tentativa de Ramon de criar uma metáfora para explicar o seu sucesso underground no norte do país</em>)</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Só a Bruna Surfistinha desceu tão baixo.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ressaca9.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ressaca9.jpg" width="448" height="230" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Um dos vários desenhos imorais do baixista Andrei. Em breve à venda no Mercado Livre.</em></p>
<p><strong>Rafael -</strong> Não vai falar do show?</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Que show?</p>
<p><strong>Rafael -</strong> O daqui.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Aqui em Belém foi foda. O festival foi do caralho, o público foi insano. E quando chamaram a gente pra tocar de novo aqui achei do caralho. Você não foi, você não lembra e você é surdo. Mas posso dizer que foi sensacional. Sempre que a gente toca aqui em Belém é foda.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Nas outras cidades é assim também?</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Em Duque de Caxias foi massa.</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Vocês já tocaram em Mossoró?</p>
<p><strong>Ramon -</strong> É a próxima parada da turnê. Estamos fazendo Niterói/Belém/Mossoró.</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Depois de Niterói qual foi o lugar mais estranho que vocês tocaram?</p>
<p>(<em>N.E: Ramon se enrola todo e não consegue parar de rir</em>)</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Poser, como foi substituir o velhinho na banda?</p>
<p><strong>Ale Poser </strong>(<em>mais pra lá do que pra cá</em>) &#8211; Foi massa&#8230;andei de avião&#8230;tomei refrigerante&#8230;comi maniçoba&#8230;provei tapioca&#8230;estou amarrado.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Uau&#8230;</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>E a história da maniçoba?</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>Eu sou de uma região em que a gente não come veneno.</p>
<p><strong>Rafael -</strong> De onde vocês são mesmo?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Ele tá com vergonha de dizer.</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>De Niterói.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> (<em>para Rafael</em>) Tá vendo por quê?</p>
<p><strong>Tylon -</strong>  (<em>tentando retomar a entrevista</em>) &#8220;Eu sou de uma região&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Você é de uma região&#8230;</p>
<p><strong>Vlad -</strong> (<em>para Ramon</em>) Ele não, tu é de uma região.</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>(<em>para Tylon</em>) Qual região que você é?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Ele é de Abaeté&#8230;</p>
<p><strong>Rafael -</strong> A Medellín brasileira.</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>A maniçoba&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> A maniçoba&#8230;Então. Quando eu tive aqui no festival as pessoas diziam &#8220;você tem que comer as comidas típicas&#8221;. Entre elas a maniçoba. Mas, porra. A maniçoba era uma delícia, mas era veneno. Tacacá era uma delícia, mas era veneno. Além de ter uma porra de uma goma que parecia&#8230;porra. Eu falei &#8220;caralho, não vou comer nada disso aí&#8221;. Mas comi uma mousse de chocolate no hotel que eu faço questão de recomendar. Foi a melhor comida típica que provei aqui. Eu não consigo entender como um prato demora sete dias para ficar pronto. E se houve desleixo da cozinheira e ela só cozinhou seis dias e meio? E se acabou o gás no meio do processo? Eu não vou arriscar! Acho que nem se a minha mãe fizer maniçoba eu como.</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Mas comeu&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> O negócio foi que eu tirei um barato com a Marisa, da banda Euterpia, dizendo que se ela levasse uma maniçoba pro show eu comeria no palco. A merda foi que a doida levou a sério e levou a maniçoba. Aí eu tive que comer. Gostoso pra caralho.</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Tylon, tu que é o único que conhece a banda, pergunta alguma coisa.</p>
<p><strong>Tylon</strong> (<em>para Andrei</em>) Porque no site da banda, na parte onde está a descrição dos integrantes, não tem nenhuma informação sobre ti?</p>
<p><strong>Ramon </strong>(<em>para Andrei</em>) &#8211; Descreva-se em poucas palavras.</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Uma cor&#8230;</p>
<p><strong>Ramon</strong> (<em>interrompendo</em>) &#8211; ROSA REDLEY! (<em>risos</em>)</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Dia ou noite? (<em>risos</em>)</p>
<p><strong>Andrei  &#8211; </strong>(<em>sem nenhuma vontade de responder a pergunta</em>) Er&#8230;noite.</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Um sonho&#8230;</p>
<p><strong>Andrei &#8211; </strong>Mais cerveja.</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Copacabana ou Leblon? (<em>risos</em>)</p>
<p><strong>Andrei -</strong> Niterói.</p>
<p><strong>Leonardo Aquino </strong>(<em>um penetra na entrevista, mas como tem a tatuagem mais legal de Belém foi aceito</em>) &#8211; A perna mecânica do Roberto Carlos é a esquerda ou a direita?</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>No filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura ele dá uma topada com o pé direito e não solta um &#8220;ai&#8221;.</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Porra, depois dessa vai ser foda dar um rumo pra essa entrevista&#8230;</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Ah, o Mengão&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Obina é uma entidade. Sou apaixonado por ele.</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Obina Shock, grande banda dos anos 80&#8230;</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Como é essa coisa de compor?</p>
<p><strong>Ramon -</strong> É ali&#8230;pá! (<em>batendo a mão na mesa</em>).</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Como?</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Ah, porra, sei lá. Tem músicas que eu lembro como eu fiz, tem músicas que eu não lembro. É uma cagada explicar isso.</p>
<p><strong>Ramon</strong> (<em>apontando com cara de poucos amigos para Rafael</em>) &#8211; Que porra de camisa é essa que você tem que tem desenhado um porco e um número de telefone?</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>É que a minha mãe levou pra casa uma peça de porco&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Uma peça de teatro?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> É. Faz parte de um projeto de arte-educação com porcos de rua em situação de risco. É a ressocialização dos porcos através da arte e da cultura. Além disso, eles fazem artesanato e dinâmica de grupo.</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Enfim&#8230;o cara que vende o porco é o Edno &#8211; O Rei do Suíno. Ele mandou fazer essas camisetas.</p>
<p><strong>Rafael -</strong> E o festival, o primeiro festival independente realizado em Belém.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Porra, de novo essa história&#8230;</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Vai te fuder.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> E daí?</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Era isso.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Era isso?</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Era.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> E você quer que eu diga o que?</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Já falei.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Hmm&#8230;</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Já deu pra pegar mulher com o rock?</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>Você já teve banda de rock?</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Eu já fui roadie.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Mas roadie não pega ninguém. Pegar mulher é o objetivo. Não dá pra ganhar dinheiro com música no Brasil. Não tentem me pagar, me apresentem suas irmãs!</p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>De onde surgiu a Emanuelle?</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>Eu fiz uma propaganda de uma sex-shop. E para os anúncios eu fiz uma série de fotos com uma boneca inflável. Eu e a boneca no motel, eu e a boneca jantando, eu e a boneca namorando. Só que a dona da sex-shop espalhou fotos pela cidade toda. Tinha foto em outdoor, em ônibus, em tudo que era lugar. Me fodi e fui sacaneado pra caralho, mas pelo menos saiu uma música.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ressaca5.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ressaca5.jpg" width="314" height="181" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Ramon e Emanuelle contemplando o que há de melhor em Niterói: a vista.</em></p>
<p><strong>Tylon &#8211; </strong>Como o Alexandre entrou pra banda?</p>
<p><strong>Andrei -</strong> A gente tava fazendo testes com a galera e o Alexandre apareceu. Ele tocou pra caralho no ensaio. Aí de repente sumiu e deixou o baixo dele no meio da rua. Ficamos eu e o Ramon olhando praquele baixo no meio da rua. Aí ele voltou e saiu de novo para ligar para um amigo dele. E o baixo ficou lá. Quando ele voltou, pegou o baixo e saiu de novo. E, porra, o cara era do caralho, nem pediu pra gente olhar o baixo dele e sumiu, deixando o baixo lá no meio da rua. Um sujeito desses só podia ser tão doente quanto a gente. Por isso ele entrou pra banda.</p>
<p><strong>Rafael -</strong> No Rio a recepção do público é tão legal quanto aqui?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Porra nenhuma, rapaz, ninguém sabe quem eles são lá&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Em Niterói a gente é famoso&#8230;</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Ainda dá pra fazer mais perguntas?</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Pergunta tudo o que você quis perguntar quando olhou nos meus olhos pela primeira vez&#8230; (<em>pintou um clima e ninguém fez questão de esconder</em>)</p>
<p><strong>Vlad &#8211; </strong>Ai, Jisus!</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Alôô, século XXI.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ressaca8.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ressaca8.jpg" width="448" height="234" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>Mais um dos impublicáveis desenhos do mais degenerado dos The Feitos. Ao todo foram feitos 53 durante a entrevista.</em></p>
<p><strong>Tylon -</strong> Pra finalizar, deixem uma mensagem para os leitores do Ressaca Moral.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Hmmm</p>
<p><strong>Alexandre -</strong> Belém tem xotas&#8230;</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Porra, você não tem que descrever Belém, tem que deixar uma mensagem. Xota tem no Brasil inteiro!</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Até na Antártida tem buceta.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Como?</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Lá tem mulher também, nos centros de pesquisa.</p>
<p><strong>Ramon &#8211; </strong>Não vai mulher pra Antártida.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Claro que vai, porra.</p>
<p><strong>Ramon -</strong> Não pode! Não vai mulher pra lá!</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Como não? Se vai até pro espaço. Porque tu achas que vai mulher pro espaço? Direitos iguais o caralho, é pros caras não se acabarem de bater punheta. Oito meses no espaço, porra, que nem aquele recordista.</p>
<p><strong>Vlad -</strong> Que recordista?</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Aquele que ficou oito meses. Bateu o recorde de ficar mais tempo no espaço.</p>
<p><strong>Ramon</strong> (<em>rindo</em>)  &#8211; Onde saiu isso?</p>
<p><strong>Rafael -</strong> Todo mundo conhece o recordista.</p>
<p><strong>Tylon -</strong> Tu tá inventando esse papo de recordista.</p>
<p><strong>Rafael &#8211; </strong>Caralho, eu vou provar pra vocês que tem um recordista que ficou oito meses no espaço. Vocês tão fodidos na minha mão.</p>
<p><strong>Andrei -</strong> Qual era a pergunta mesmo?</p>
<p>No dia seguinte Rafael provou que o tal <a href="http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=id.stories/3222">cosmonauta onanista </a>realmente existe.</p>
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