Archive for the ‘Tylon Maués’ Category

E DAÍ? II – A Missão ou Aperte a Tecla SAP

Sunday, August 26th, 2007

Há quase dois anos escrevi um dos vários textos sem graça que podem ser encontrados nesse sítio internético. Em “E Daí?” comentei sobre uma capa da Veja estampada com a foto da cantora Ana Carolina e a legenda “Sou bi, e daí?”. Fiz um chiste com a artista e uma crítica sobre a exaltação que há sobre as “minorias”. Outro texto muito mais incisivo foi escrito por Wilson Cremonese – um gigante entre nós -, o “Em defesa das minorias”, e não teve a mesma repercussão negativa. Talvez o fato do Rei do Hidrovácuo ser quase uma unanimidade no meio literário tehha afastado as críticas mais ferozes. Ou, talvez, tenha tocado num nervo exposto de muita gente. As pessoas não se furtaram a me xingar e a defender a Ana. Volto ao texto porque acho que não me fiz entender. Acreditava que era culpa dos meus argumentos toscos, mas a verdade é que “o inferno são os outros”. Vou ligar a tecla SAP para me fazer entender.

O que fiz questão de frisar é que tô cagando pra quem é homossexual da mesma forma que tenho sentimento semelhante a quem é heterossexual. Tentei dizer que isso é irrelevante para a moldagem do caráter de alguém, até porque as pessoas não são influenciadas pelo meio ou pelo ambiente familiar para fazer sua opção sexual. Simplesmente são. Fulano que beijar Sicrano? Isso não me diz respeito. Beltrana quer se deitar com a amiga, mande um vídeo para o e-mail no canto superior direito desse site.

Acreditava que ia abafar com as minhas palavras e as meninas achariam que por baixo desse aspecto rude e mal talhado existe alguém sincero e sensível (não sou nem um nem o outro, mas dizem que as chicas gostam de homens assim), no entanto o “E Daí?” suscitou comentários como o da Rosangela, que mui educadamente disse “RIDICULO É VC. QU Ñ SABE O QUE FAL SÓ SABE MESMO É FICAR POR AQUI JULGANDO AS PESSOAS!!! (…) SEU VRME…”. Pô, onde tá o julgamento no texto? Parafraseando o Ressaca Vladimir Cunha “eu não sou ninguém” para julgar e tenho certeza que não o fiz. Em contrapartida Thais Vargas, que também tem o péssimo hábito de escrever em caixa alta, foi certeira no que quis passar: “E FOSSE ELA BI, HOMO OU HETERO? NÃO COMPRAMOS O CD DELA PORQUE ELA FAZ SEXO COM MULHERES OU COM HOMENS”. Na mosca!

Suspeito que as interjeições raivosas têm origem no odioso politicamente correto, a primeira das trombetas que trarão o apocalipse. Foi o que pude pinçar do que Manoela quis dizer com “o objetivo da veja foi tentar despertar em pessoas com o pensamento retrogrado como o desse cidadão o fato de que a sociedade está mudando”. Mesmo com a frase com construção confusa creio que o “cidadão retrógrado” sou eu. Bom, já despertei (ui!) para isso há tempos. Quanto à mudança, a sociedade muda mesmo, mas hômicuômi sem virar lobisomem é do tempo do ronca e isso não é novidade pra ninguém.

Lauer, que não sei se é homem ou mulher – o que é irrelevante para essa discussão -, partiu para o óbvio na tentativa de xingar e foi o mais preconceituoso(a) de todos ao dizer “Porra que comentário sem graça o seu hein coisa, não percebe que temos que mostrar mesmo o que somos. E quem sabe vc também não é homossexual e tem vergonha de assumir?”. Por que deveria ter vergonha de assumir? Quis talvez me dar uma lição de moral, mas do jeito que se expressou parecia que queria rogar uma praga. Mas, uma coisa é certa, da mesma forma que nunca organizei uma Marcha Heterossexual não participaria de uma Parada Gay, mas isso é assunto para outra oportunidade.

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Ainda deprimido por causa do aquecimento global, o cãozinho Rogério Flausino deu um tempo na tristeza. Ele posou com a fantasia “Perro no Jerimum”, com a qual arrasou no Baile dos Artistas de Mossoró (RN). O click sem preconceito é de Messias Jardan.

O mundo será sempre dos covardes *

Thursday, July 12th, 2007

Nos filmes épicos ou de guerra é comum a figura do grande líder. É ele quem toma à frente de suas tropas. Invade cidades ou resiste a cercos diante de exércitos muito mais numerosos. No final ele é comemorado e, invariavelmente, fica com uma mocinha que é uma belezura só. Mas cinema não é realidade. Se Aragorn tivesse existido ele seria lembrado pelos homens de Gondor como o grande herói morto na batalha contra o mal. Caso a história de Luke Skywalker fosse verídica, ele morreria na explosão da Estrela da Morte só para deixar de ser besta por querer bancar o herói.

Na vida real herói morre no final, quando não no começo. “Vamos companheiros de armas, vamos arrasar com essa horda de biltres!”. “Pode ir otário. Vai morrer pro teu lado”. Deve ser mais ou menos esse os diálogos que rolam num batalhão de pessoas de carne e osso. Nunca servi o exército, mas acredito que a primeira lição dos sargentos seja de que os covardes é que sobreviverão. São os pusilânimes que voltam para casa e ainda dão uma cavucadas com as viúvas dos heróis. Quando me tornei jornalista (ô vantagem!) logo me disseram: “Não tente ser herói. Mantenha uma distância da notícia para não virar notícia”. Nem precisava. Sempre primei pela total e absoluta covardia. Nunca briguei na minha vida. Minha cara já é feia suficiente para neguinho deixar ela mais amassada.

Não me envergonho disso. Tenho e cultivo quase todos os defeitos que um homem pode reunir. Sou avarento, sedentário, pouco higiênico, bebo e fumo demais, sou chato, meus amigos são chatos, tenho chatos. Mas, quando os Incas Venusianos invadirem o planeta, serei eu um dos sobreviventes. Isso porque, com certeza, haverá uma resistência humana. Virarei delator por meros trocados. Eu sobreviverei. Enquanto os heróis estiverem servindo de cobaias nas experiências dos ETs, com sondas pela boca, umbigo e o rabo, estarei curtindo com as alienígenas de quatro peitos, tomando todas e dando um foda-se para quem me pintar de traidor.

* Texto das antigas, de junho de 2005. Como tava escondido no site antigo e gosto dele resolvi resgatá-lo. Ainda espero a chegada dos ETs.

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“Vem cá Etezinha, vem cá”, dizia Messias Jardan, quase sem controle, enquanto fazia o click do outro mundo com Barbarella. Quem há de culpá-lo?

Steve Mcqueen é meu herói e nada me faltará *

Wednesday, June 6th, 2007

Imaginem a cena: o mundo tá acabando, maremotos, terremotos, pestes, erupções vulcânicas, Botafogo campeão brasileiro, chuva de meteoros, nuvens radiativas em todas as partes, alienígenas mandando raios a torto e a direito e os mortos teimando em sair das tumbas. É, o negócio tá feio! Quando você já se dá por vencido, crente que é o fim dos dias, eis que no horizonte surge uma luz salvadora. Aliás, duas. Os nossos salvadores aparecem apenas com um fuzil cada um e munição contada. De um lado Charles Bronson, do outro Colin Farrel. Eles te explicam que são as últimas esperanças da humanidade e que, com muita porrada, vão salvar a todos. Eles vão brigar em dois frontes e terão que dividir os sobreviventes. Que lado você escolheria? Se fosse o do Bronson, estaria feito. Salvação na hora. Se fosse o do Farrel, vai se ferrar e virar adubo.

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Mossoró pede excomunhão de Bento 386

Monday, May 28th, 2007

Centro do Mundo – Passadas duas semanas de que Bento 386 deixou o Brasil, apenas uma cidade tupiniquim continua sem reconhecer a importância da visita do Sumo Pontífice. Mossoró, metrópole do agreste riograndensedonorte, está em pé de guerra com Joseph Ratzinger. Tudo porque a cidade praticamente se reinventou para recepcionar o Santo Padre e, inexplicavelmente, a assessoria do Vaticano acabou excluindo-a do roteiro da viagem. “Se ele não voltar nos próximos dias vamos tomar as atitudes cabíveis”, declarou Mariano Figurinha, presidente da câmara dos vereadores e prefeito interino até o retorno do Coronel Filipo Engelhart.

As “atitudes” citadas por Figurinha vão desde a excomunhão até um processo por perdas e danos. Segundo o prefeito de ocasião Mossoró teve um gasto considerável pAra recepcionar Bento. “A gente construiu um açude sobre o bairro judeu para o papa andar de pedalinho. Como ele não veio até os cabra narigudo que a gente prendeu vamos ter que soltar”, disse. “E a igreja que a gente mandou construir? Quem vai pagar pelos custos dela?”, continuou a reclamar o político. Segundo uma fonte que pediu para não ser identificada, até o valoroso delegado Maria Bethânia, o Betão, foi contratado a peso de ouro para garantir a segurança de sua santidade.

O pároco local, Monsenhor Abdala, mostrou-se à favor da intenção dos mossoromitas. Para ele faltou tato ao papa alemão em não passar pelo menos uma parte do dia na cidade. “Ao invés dele mandaram um cardeal africano, um tal de ‘Adibabana’, um escurinho que não valia de nada”. Na verdade o religioso citado é Ades-Ades Babawana, outrora cardeal pelo Burundi que, depois de uma auditoria interna, foi rebaixado a capelão por ter tido o nome envolvido no tráfico internacional de hóstias.

Procurado pela reportagem de Ressaca Moral, o papa não quis se manifestar. A assessoria do santo padre se limitou a dizer “Que não haverá nenhum comunicado oficial no momento e que, se depender de Bento 386, Babawana vai pagar todos os pecados no Brasil”.

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Maior cantor de reagge, performista e poeta jovem de Mossoró, Gloriano Jóia é contra o processo contra o papa. “A menina debruçando favores toda suja / É mãe de filhos que não conhece / Vendeu-os por açúcar / Prendas de quermesse”, recitava Jóia enquanto Messias Jardan fazia o nocivo clique. Agradecimentos especiais a Marcello Friko, que deu a dica de foto para Jardan

Várias vitórias, uma derrota no final, um adeus

Tuesday, April 24th, 2007

Tão logo o jogo acabou um time tratou de comemorar e o outro saiu de campo o mais rápido possível. O clássico paraense do último domingo (22/04) terminou com a vitória de 2 a 0 para o Clube do Remo sobre o Paysandu. O placar foi justo, não houve erro do árbitro, nada que pudesse manchar a partida. E venceu quem estava melhor no momento. Por conta disso a comemoração pela vitória, que deu ao Leão Azul o segundo turno do campeonato local, foi mais do que justa. No entanto, a cena mais marcante da tarde-noite foi protagonizada por um dos derrotados. Só, sentado no banco de reservas, o principal jogador do campeonato olhava a tudo aquilo pela última vez. Provavelmente nunca mais ele jogará profissionalmente.

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Absolutamente certo

Tuesday, April 17th, 2007

Vaticano (Um puxadinho lá em Roma) – Recentemente Bento 386, no documento Sacramentum Caritatis, disse que o segundo casamento é uma praga – ou chaga segundo outros – para os católicos. Muita gente adora bater no Papa Panzer. Eu, ao contrário, concordo com quase tudo o que ele diz. Para mim é fácil falar isso. Fui criado no Catolicismo mas nunca o pratiquei de verdade, apesar de até primeira comunhão ter feito. Ratzinger está com toda razão do mundo ao proferir suas palavras. Quem já foi casado sabe que repetir o erro é uma burrice. Uma praga. Uma chaga.

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Um texto sem graça para um assunto mais sem graça ainda

Wednesday, March 28th, 2007

Semana passada teve o Dia Internacional de Combate ao Racismo. Algo do gênero. Acho essas datas comemorativas meio babacas, mas é um motivo louvável. Existem vários tipos de racismo, mas a idéia que vem à mente é sempre do branco contra o negro. Apesar de preto (afrodescendente é o caralho!) nunca dei muita trela para isso. Nunca passei por nenhum constrangimento nesse sentido. Pelo contrário. Algumas meninas acham que os da boa raça são os cara no rala e rola. Acho que nesse sentido dei minha parcela para desmistificar o mito. Foi aí que na terça-feira (ontem, dia 27/03) pipocou na internet um pronunciamento sobre o assunto dado por Matilde Ribeiro, afirmando considerar aceitável o preconceito de negros contra brancos. Aceitável?! Mas quem diabos é Matilde Ribeiro?

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Obrigado por assistir a nossa programação

Wednesday, February 21st, 2007

Poltrona (casa) – Tenho insônia. Na verdade, eu mesmo me acostumei a dormir tarde e hoje dificilmente consigo pregar os olhos antes das duas da matina. Pra uma noite de farra isso é uma beleza. Quando tenho que acordar cedo no dia seguinte, o que acontece praticamente sempre, é um saco. Estudos, que sei que existem mas não faço a mínima idéia de quem fez, apontam que 25% dos adultos sofrem algum período de insônia ao longo de um ano e, dessas pessoas, 5% vivem o problema de forma crônica. Não tô sozinho nesse mundo. Não me bato muito em ficar aceso madrugada afora. Geralmente leio algo ou assisto TV. É nesse segundo caso que a ida ao Sonhar fica mais difícil. Isso porque quando o sono aparece junto com um filme que goste ele perde feio. Isso mesmo. Deixo de dormir para ver as pérolas da sétima arte.

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Rio de Janeiro organiza um Pan-americano para abrigar show do Roupa Nova

Friday, January 19th, 2007

Rio de Janeiro (fevereiro e março, alô alô Realengo) – A sociedade civil carioca está em ebulição por causa do anúncio de um acréscimo na verba para as obras do Pan-americano desse ano na Cidade Maravilhosa. Tudo porque os Rolling Stones não concordaram em voltar ao país para mais um show. Com isso, sobrou para a mega banda Roupa Nova a responsabilidade de se apresentar na abertura do evento esportivo. A mudança fez com que o cachê triplicasse e que um outro local fosse escolhido para o show. Como a orla carioca tem espaço insuficiente para abrigar uma ínfima parte dos fãs da banda a saída foi evacuar a Ilha do Governador para que lá fosse construído um hiper palco para abrigar 62 artistas. Os outros 43 componentes do RN não estarão presentes.

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Shake your money maker, baby

Sunday, December 31st, 2006

Dois mil e seis será lembrado por mim como o ano em que o mundo perdeu o Poderoso Chefão da Música Soul, o Homem Mais Trabalhador do Show Business. Na derradeira semana eis que James Brown prega uma peça num ano em que ficou notável pela perda de menos gente ruim (Pinochet, Saddam, Milosevic e Fidel, esse já com os obituários prontos nos jornais) do que boa (Altman, Palance, Valadão, Puskas, Telê Santana entre outros). Pra mim a perda de uma pessoa do bem vale mais do que a de mil pilantras. No momento em que soube da morte do Senhor Dinamite, há quase uma semana atrás, por coincidência ouvia uma coletânea de música dos anos 70 em que ele figurava com um dos seus vários sucessos. Se ainda fosse adolescente estaria, invariavelmente, sacolejando no quarto tentando imitar o maior garoto propaganda da chapinha de todos os tempos. Mas com 2006 já são 31 e, embora a seriedade continue adiando esse encontro, a agilidade já não é mais a mesma.

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