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	<title>Ressaca Moral &#187; Wilson Cremonese</title>
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	<description>Um blog que nunca vai ter descrição.</description>
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		<title>Exclusivo: Ressaca Moral tem acesso a castelo de deputado mineiro.</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 08:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vlad</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vladimir Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>
		<category><![CDATA[castelo]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[edmar moreira]]></category>
		<category><![CDATA[joana fonn]]></category>
		<category><![CDATA[minas gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Minas (Tapitinga) &#8211; Deu a maior cagada o furo de reportagem do Jornal de Luzilândia, que em primeira mão denunciou o castelo que o deputado Edmar Moreira construiu no sertão mineiro. Nós, que temos na gazeta piauiense um exemplo de bom jornalismo, ficamos com inveja e infiltramos Messias Jardan, o homem que vê a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minas (Tapitinga) &#8211; Deu a maior cagada o <a href="http://www.jornaldeluzilandia.com.br/txt.php?id=9185" target="_blank">furo de reportagem</a> do Jornal de Luzilândia, que em primeira mão denunciou o castelo que o deputado <a href="http://onemansblog.com/wp-content/uploads/2007/11/worst-combover-ever.jpg" target="_blank">Edmar Moreira</a> construiu no sertão mineiro. Nós, que temos na gazeta piauiense um exemplo de bom jornalismo, ficamos com inveja e infiltramos<span> </span>Messias Jardan, o homem que vê a vida em 35 milímetros, nas nababescas instalações do deputado sonhador. Disfarçado de representante da Herbalife e <span> </span>munido de uma câmera escondida, ele pintou e bordou nas dependências do puxadinho. O resultado você confere com exclusividade.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-677" title="1063247" src="http://www.ressacamoral.placanacueca.com/wp-content/uploads/2009/02/1063247.jpg" alt="1063247" width="465" height="366" /></p>
<p><em>Com um traçado moderno e arrojado, só a fachada do castelo custou cerca de 375 bilhões de dólares. Revoltado com tamanho desplante, Messias Jardan, que tem casa financiada pelo BNH, deu um chute na grade do portão.<br />
</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-679" title="despacho1" src="http://www.ressacamoral.placanacueca.com/wp-content/uploads/2009/02/despacho1.jpg" alt="despacho1" width="518" height="356" /></p>
<p><em>Tranquilão, Edmar Moreira despacha com seus asssessores enquanto recebe uma massagem tailandesa de Gervásia, a governanta do castelo. &#8220;Vem cá meu bem, fazer uma massagem for man&#8221;, cantou Messias Jardan, que sofre de crises temporárias de priapismo e toma remédio controlado.</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-680" title="estudo" src="http://www.ressacamoral.placanacueca.com/wp-content/uploads/2009/02/estudo.jpg" alt="estudo" width="510" height="321" /></p>
<p><em>Depois de reprovar três anos em Português, o príncipe Elesbão Moreira, filho de Edmar Moreira, recebe aulas de ditado com o gnomo Joana Fonn, um dos muitos que o deputado cria no quintal do castelo. Desorientado com a cena, Messias Jardan, que se alfabetizou na base da porrada, deu uma bicuda no gnomo e saiu correndo. &#8220;Vai tomar no cu, caralho!&#8221;, disse o nosso homem das lentes antes de ser expulso do castelo.</em></p>
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		<title>Fisioterapia do Fenômeno termina em delegacia</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 16:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Rio de Janeiro (Chora cavaco) – </strong>De férias depois de ter feito um transplante de joelho, o atacante <a href="http://obscuresound.com/wp-content/uploads/2007/07/spector_hair.jpg">Ronaldo Nazário, o Fenômeno</a>, se envolveu numa encrenca das piores. Acusado por um travesti de não pagar por um programa e de consumir cocaína, o rotundo artilheiro teve que se explicar na 16ª Delegacia da capital, aquela que fica logo depois da 15ª. Para o delegado o artilheiro da Copa de 2002 alegou que pensava que os travecos (<a href="http://cache.viewimages.com/xc/79102221.jpg?v=1&#038;c=ViewImages&#038;k=2&#038;d=17A4AD9FDB9CF1933EFCA6820237303840B0079B7B7B0E38284831B75F48EF45">eram três</a>) fossem apenas garotas de programa feiosas e, quando reparou que cada uma delas tinha um algo a mais, propôs R$ 1 mil para que seguissem seus rumos. André Luís Ribeiro Albertino, um dos travestis, não aceitou a unidade e queria meia centena para livrar a cara do jogador do Milan, que encarou o pedido como extorsão. Como resultado, todo mundo para a delegacia.</p>
<p>Garotos, garotos. O que foi acima é um resumo do último episódio envolvendo o outrora craque brasileiro, hoje um ex-jogador em (quase) atividade. Não sou um grande fã do esporte bretão desde que o Liberato de Castro afundou-se em crise e praticamente fechou e fiquei mais desiludido ainda com a derrota do Potiguar de Mossoró na final do campeonato do Rio Grande do Norte, mas, uma coisa que ninguém pode negar é que o Fenômeno foi um grande jogador e ajudou bastante o escrete canarinho. O que também nunca não se pôde negar é a predileção dele pela noite.</p>
<p><span id="more-489"></span><br />
Ora, bolas! Se fosse rico, mas rico mesmo como ele, viveria na esbórnia. “Ah, mas ele é atleta”, diriam alguns. Verdade. Deveria ter se cuidado mais, mas, reforço, não o condeno. Viveria de bar em bar. “Porra, ele é famoso e pode ter a mulher que quiser, para quê uma prostituta?”, perguntariam outros. Pobres crianças tolas! Acho a primeira profissão do mundo algo degradante para as mulheres, mas, elas são donas dos próprios corpos e fazem com eles o que quiserem. Se quiser dar, ela dá. Se quiser alugar por uma hora, que seja. E, convenhamos, Ronaldo é famoso e rico, mas é feio como o “rascunho do mapa do caminho do inferno”, por isso não me surpreende que de vez em quando recorra ao serviço de profissionais bem treinadas.</p>
<p>Na verdade, o que me surpreende é essa versão dada pelo jogador para o ocorrido. Depois da vitória da <a href="http://atorredemarfim.apostos.com/Flamengo.jpg">Imensa Massa de Iletrados</a> sobre o <a href="http://www.lancenet.com.br/resources/117043.jpg">Chororô</a> ele decidiu comemorar, se esbaldar. “Vou pirar o cabeção”, deve ter pensado, já que não satisfeito com uma resolveu chamar três mulheres da vida para uma festinha privê num quarto de hotel vagabundo. Até aí, tudo bem. O que não bate é esse papo de que num primeiro momento não havia notado que eram travestis.</p>
<p>Péra lá! Qualé?</p>
<p>Amigos, eu não sou um beque sem jogo de cintura para cair nessa finta do Fenômeno. Esses travecos calados, mascarados, numa sala escura e a 100 metros de distância não enganam ninguém. Nem depois de vários tragos dá para dizer que é mulher. O delegado que cuida do caso diz acreditar no jogador porque este se emocionou. Chorou ao depor. Devia é estar é com vergonha de ser pego com três machos vestidos com roupas baratas e maquiagens vulgares. Isso sem ter ido tempo de se divertir (cada um na sua).</p>
<p>Fica o alerta: combine o programa antes porque mulher, por melhor que ela seja, é um bicho traiçoeiro&#8230;. imagine as falsificadas.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Transvesti.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Transvesti.jpg" width="348" height="336" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>O Fenômeno sempre teve fome de gol, o que deve ter aumentando ainda mais com essa crise mundial de alimentos. Mas, isso não é desculpa para afirmar “Não ter reparado que era homem”. Ah, tá bom! O click com barba por fazer, pomo de adão e voz anasalada é de Messias Jardan.</em></p>
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		<title>O Encontro 2 &#8211; Panqueique, Mengão e o indefectível som de fritura</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 23:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ronsley era uns dois anos mais velho que eu e uma espécie de ídolo de todos na passagem Coelhinho. Bom de bola, bonitão, gente da melhor qualidade, era muito querido, em especial pelas meninas. Curiosamente, nunca se viu com nenhuma delas por mais de uma noite. &#8220;Esse aí não quer compromisso, quer apenas &#8216;cortir&#8217;&#8221;, diziam os mais velhos. O único defeito do mancebo é que não era afeito aos estudos. Achava que a esperteza lhe bastaria para ganhar a vida.</p>
<p>Lá estávamos nós dois, frente à frente num banco desconfortável de ônibus. Eu com a cara melada de um dia de trabalho. Ele com o rosto branco de tanto pó compacto e os lábios cuidadosamente contornados por um batom magenta-tropical. Ronsley mirava a mim com um espanto poucas vezes visto num homem maquiado. Confesso que o sentimento era o mesmo do meu lado. Ao mesmo tempo em que não conseguia desviar o olhar das marcas de chupões do pescoço dele, as reminiscências da juventude vinham a mim como uma pá de panqueique de baixa qualidade.</p>
<p>O Ronsley fazia o tipo magrelo, mesmo assim as meninas se encantavam. Ele, tal como um Chico Buarque que teve o bom senso de não se meter a cantar, era dito como um bom entendedor do sexo oposto e tinha um olho verde &#8211; era de vidro, mas verde. Ele passava horas com elas. Nunca ninguém desconfiou dele, nem quando foi ao show do Information Society num estádio de futebol aqui perto. Lembrei de uma época em que ele desapareceu por uns dois meses e voltou diferente. O nariz, antes achatado e parecido com uma bola, voltou que era uma beleza, fininho como o de um cantor pop que deixasse a negritude de lado.</p>
<p>Eu já não tinha mas nenhuma dúvida de que era meu velho conhecido e ídolo de juventude. Aquela tatuagem quase apagada do Mengão não tinha igual. Beque central de responsa nas peladas e torcedor fanático do rubro-negro carioca, ele costumava dizer que nada no mundo era mais refinado que o Moser. &#8220;Esse aí joga bonito. Repara só na posição das pernas dele. É um cara que anda ereto. Muito bem&#8221;, Ronsley era dado a comentários mais profundos quando assistia a TV.</p>
<p>- Errr..aahhh&#8230; &#8211; não conseguia puxar papo com ele.</p>
<p>Não era para menos. Outrora orgulho viril da Coelhinho, ele agora era uma caricatura mal feita de uma mulher sofrida. E, amigos, vou lhes contar, ele não tinha muito bom gosto para as combinações. Usava uma saia mais justa que o Altíssimo e que deixava a bochechinha da bunda para fora, o que denotava uma vulgaridade que em nada deixa alguém atraente. O salto era tão alto e fino que uma desequilíbrio equivaleria a uma queda do segundo andar. O top era de um tecido de nome engraçado como tafetá e parecia mais uma sobra de cortina de motel barato, tudo com muita cor e brilho. Era uma combinação que tinha tudo para dar errado e deu. Mesmo assim ele não devia estar desprovido de algum atrativo. Antes de conversar com ele dois outros caras passaram ao lado e fizeram com a boca aquele indefectível som de fritura para demonstrar cobiça. Ele estava quase irreconhecível e mal sabia o que falar. Quando o estupor inicial passou eu consegui puxar um papo para quebrar o gelo.</p>
<p>- Ronsley, tu tá diferente mas não sei no quê.</p>
<p><strong><em>Conclui na próxima quinta-feira.</em></strong></p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Ronsley2.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Ronsley2.jpg" width="382" height="296" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><em>&#8220;Fiz um desenho novinho pra vocês&#8221;, não sei quem o Waldez tenta enganar. Tá na cara que ele só recortou e colou o desenho antigo. Mas, como ele não ganha nada aqui no blog, nem bom dia, não podemos reclamar.</em></p>
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		<title>O encontro &#8211; Um ônibus, um olhar e uma brecada</title>
		<link>http://www.ressacamoral.com/2007/10/05/o-encontro-um-onibus-um-olhar-e-uma-brecada/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 03:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo dia tomava aquele ônibus em direção ao estágio. Nem lotado, nem vazio. Nunca, nem na hora do rush. Certa feita fui chamado para auxiliar um serviço que varou a madrugada. Ganhei uma diária que era maior que a ajuda de custo. Uma moleza. Seis horas da manhã e lá estava eu voltando pra casa. O bolso recheado e o dia de folga. O coletivo estava quase vazio. Quase. Duas cadeiras à minha frente havia uma moça com traços até atraentes, embora quase que escondidos sob pesada maquiagem. Trocamos um olhar. Aliás, ela me olhou. Não dei muita confiança, juro. Há tempos tinha olhos apenas para Gleice. Olhou-me de novo, mas dessa vez rapidamente e virou o rosto como quem quisesse escondê-lo. Foi então que me veio a idéia fixa de que a conhecia de algum lugar.</p>
<p>Passei para a cadeira seguinte e fixei olhar. Ela já não mais se virava. Debaixo daqueles blush, glóss e outros produtos da Avon com nomes engraçados, sob aqueles cabelos esticados, maltratados e descoloridos eu poderia jurar que era uma conhecida. Lá no meu setor, a Passagem Coelhinho, tinha muitas meninas e as conhecia todas, no entanto, não conseguia lembrar daquele rosto. Seria irmã de algum amigo? Ex-namorada não era. Não sou dado à bebida, portanto não esqueço dessas coisas. Mas, quem?</p>
<p>A viagem até em casa ainda demoraria demais e não passaria todo o trajeto com essa dúvida. Pior, veio-me a lembrança da possibilidade dela sair do ônibus antes de mim. Não poderia ficar com essa angústia. E, não poderia deixar de dizer que tal rapariga tinha lá seus atrativos. Se não nos conhecêssemos poderia ao menos tentar puxar papo com o fato dela ter me olhado primeiro. Tomei coragem, coisa rara em minha trajetória, e sentei-me ao lado dela.</p>
<p>- Olá. Tudo bem?</p>
<p>Não obtive resposta, fui ignorado. Mas já estava o lado dela e continuei. Respirei fundo – quase tive uma viagem lisérgica devido à quantidade de perfume barato que ela usava – e fui em frente. Apresentei-me, disse onde trabalhava e onde morava. Contei a ela sobre os colégios que freqüentei e do nefasto período em que fui membro da Juventude com Cristo é Mais Legal (Jucrimal). Ela permanecia calada e isso já me irritava. Quando já me preparava para voltar ao meu lugar uma curva mal feita e todos se segurando não caírem me deu a revelação esperada. Ela teve que se virar e pude ver bem melhor aquele rosto que tanto me intrigava. Lembrei-me! É claro que conhecia a quem pertencia aqueles olhos gateados, aquelas maçãs de rosto salientes e a tatuagem mal feita do escudo do Flamengo no ombro direito.</p>
<p>- Ronsley?!</p>
<p><strong><em>Continua na próxima quinta-feira</em></strong></p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="ronsley.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/ronsley.jpg" width="382" height="296" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p>Reconstituição fiel aos fatos acima descritos feita pelo Waldez, o desenhista mais prafentex que existe.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A beleza selvagem de Cláudia Ohana</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 16:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Garotos, garotos.</p>
<p>Uns dias atrás o menino <a href="http://i6.photobucket.com/albums/y221/ressacamoral/revistas_doda.jpg">Doda</a>, em seu <a href="http://bloda.wordpress.com/2007/06/15/5-playboys-que-marcaram-minhas-maos/">blog</a> pessoal, desafiou-me a listar as cinco melhores Playboys que já li. Antes de respondê-lo disse-lhe uns impropérios porque quem lê a Playboy usa a revista do jeito errado. Depois, ainda um pouco puto da vida, avisei que por causa de motivos afetivos listaria seis e não cinco. A maioria das edições que me emocionaram e fizeram minha alegria em momentos de pura solidão é antiga. A primeira remete ao ano de 1978, quando a publicação ainda chamava-se de Homem, e, a última, de 1991. Guardo essas e mais algumas revistas no meu imaginário, já que caí na besteira de deixá-las na sala de espera da Hidrovácuo&#8217;s e alguns filhos-das-putas fizeram o favor de surrupiá-las.</p>
<p><span id="more-421"></span><br />
<strong>Aldine Miller &#8211; junho de 1978 (Homem)</strong><br />
Uma das musas das pornochanchadas. Em minha modesta opinião fica atrás apenas da eterna Helena Ramos em questão de formosura. Mas, sua filmografia não fica nada a dever. Entre as pérolas que estrelou estão &#8220;As Meninas Querem&#8230; Os Coroas Podem&#8221; (1976), &#8220;Viúvas Precisam de Consolo&#8221; (1979) e &#8220;Bacanal&#8221; (1980). Tive uma paixonite por ela até tempos atrás, quando ainda era uma figura fácil na TV. O ensaio para a ainda revista Homem era característico da época, bem comportado. Mas, trouxe uma inovação. Foi o primeiro com duas garotas. Aldine dividia as fotos com Rosa (?). Que fim deu a Rosa?</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="00Aldine.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/00Aldine.jpg" width="230" height="314" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><strong>Denise Dummont &#8211; agosto de 1980</strong><br />
Era uma das maiores estrelas da TV na época e apenas uma iniciante na telinha. Que lindeza! Quanta formosura! Denise parecia a Lolita de Nabokov crescida. Pele alva, cabeleira negra e uma relva de responsa. Ela foi novamente capa da revista cinco meses depois. Soube que ela pegou o caminho que leva aos melhores lugares do Brasil, o aeroporto, e hoje mora nos Estates. Tenho certeza que a vi num filme daquele narigudo de Nova Iorque que casou com a enteada.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="00Denise.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/00Denise.jpg" width="235" height="310" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><strong>Nádia Lippi &#8211; agosto de 1981</strong><br />
Nádia também tem uma longa folha corrida na pornochanchada. Era lindona e com cara de safada como seus pares, mas tinha como diferencial o rosto angelical. Sei bem que nos meus sonhos ela não tinha nada de anjo e sim muito mais para seus papéis em filmes como &#8220;A Árvore dos Sexos&#8221; (1977) e &#8220;A Noite das Fêmeas&#8221; (1976). Foi outra a desaparecer. Ainda não tem idade para estar no Retiro dos Artistas, então deve ser uma coroa enxuta.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="00Nadia2.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/00Nadia2.jpg" width="232" height="314" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><strong>Sílvia Bandeira &#8211; abril de 1983</strong><br />
Já era uma balzaca quando foi capa da revista. E foi uma edição meio pilantra, já que não havia um ensaio dos mais longos e sim imagens captadas do filme &#8220;Bar Esperança&#8221;, do ano anterior. Mas, são imagens clássicas e que até hoje são reprisadas no meu VHS Telefunken. Sílvia desiste de tirar o Peréio da farra (hei, ela era linda e não uma milagreira) e resolve liberar geral. Bem, não tão geral. Ela manda ver um strip-tease no tal bar e não deixa baba sobre baba.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="00Bandeira.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/00Bandeira.jpg" width="235" height="312" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><strong>Cláudia Ohana &#8211; fevereiro de 1985</strong><br />
Um clássico que resiste ao tempo. O ensaio da &#8220;beleza selvagem de Cláudia Ohana&#8221; é apreciado até hoje. Em 1985 mal se falava em desmatamento e a floresta ainda era farta, mas a bela de cabelos cacheados chamou atenção e deve ter sido uma das musas dos ambientalistas. Nunca mais posou nua e passou a interpretar papéis comportados. Mas, em meus mais loucos devaneios (acreditem, meus sonhos são realmente doidos) Cláudia ainda é responsável por 75% da Mata Atlântica.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="00Ohana.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/00Ohana.jpg" width="235" height="301" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
<p><strong>Luciene Adami &#8211; janeiro de 1991</strong><br />
Em 1990 eu quebrei o cóccix e passei alguns meses acamado. Minha TV só pegava a Manchete e o melhor do meu dia começava lá pelas 21 horas. Era quando se iniciava Pantanal. Enquanto todos queriam saber da Juma Marruá eu pirava o cabeção com a Guta. MEU PAI ETERNO! A Guta era uma vagabunda de primeira, do tipo que eu queria em casa, e lavava as partes pudentas nos rios pelo menos três vezes por capítulo. Quando no ano seguinte Luciene Adami apareceu nua de novo não havia muita novidade, mas, pro inferno com coisas novas. Era um espetáculo e, tenho que confessar, mulheres de cabelos curtos à lá Valentina sempre me tiram do sério.</p>
<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="00luciene.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/00luciene.jpg" width="235" height="301" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;"/></span></p>
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		<title>A festa começou e não tem hora pra terminar</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2007 03:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="ressaca_wins_hermanos2.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/ressaca_wins_hermanos2.jpg" width="133" height="160" /> Depois que os chapas dos <a href="http://www.whitwell.ndo.co.uk/musicthing/images/beards.jpg">Los Hermanos</a> anunciaram aquela que promete ser a mais alegre de todas as suas <a href="http://www2.uol.com.br/loshermanos/">composições</a> seus não-fãs resolveram comemorar o anúncio do aparente fim da banda. Após uma rápida mobilização popular uma multidão se reuniu na praça Mangabeira Unger, em <a href="http://p.vtourist.com/1649694-View_from_park_Guel-Barcelona.jpg">Mossoró</a>, para um pequeno carnaval fora de época. &#8220;Meu filho tava perdido. Num saía da cama. Vivia triste, parecia um cabra com hora marcada pra morrer. Depois que esse conjunto terminou ele ficou mais animado. Fez a barba, voltou a sorrir e, dizem por aí, tá até namorando com mulé&#8221;, comentou entre lágrimas Madalena Pantoja, residente na metrópole riograndense-do-norte. Segundo o major Jebadão Júnior, comandante do 17º Posto de Policiamento Aquático, Terrestre e Aéreo de Mossoró (Popatamo), cerca de 900 mil de pessoas dançaram até o sol raiar numa das maiores manifestações de alegria coletiva já presenciada no Brasil.</p>
<p><img alt="ja.jpg.bmp" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/ja.jpg.bmp" width="421" height="316" /></p>
<p><em>Messias Jardan quase não consegue fazer os retratos da festa devido ao riso incontido que tinha na face. Mesmo assim ele mostrou profissionalismo e registrou esse singelo momento de alegria extrema.</em></p>
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		<title>Os (quase) Papas mais históricos do mundo</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 01:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Adis-Adis Babawana &#8211; </strong>Um caso perdido. Na verdade o cardeal africano nunca chegou nem perto de ser papável, mas ele se inscreveu nas três últimas eleições pra o cargo. Um iludido. Apesar do bom coração e de ter sido inocentado em todas as acusações de canibalismo em seu país natal, o Burundi, Adis-Adis se esquece que na igreja católica só há lugar para um preto de responsa e ele é São Benedito. Amigo de infância de Cruzmaltino Bandeco, o religioso se tornou os olhos, os ouvidos e o tato do Ressaca Moral no Vaticano. Teve papel fundamental na <a href="http://ressacamoral2005.blogspot.com/2005/04/come-back-pope-come-back.html">cobertura</a> da morte de João Paulo II e na eleição de Bento 386, na qual teve o voto anulado ao escrever o próprio nome na cédula eleitoral.</p>
<p><strong>Pepino &#8211; </strong>Esse quase chegou lá. Aliás, segundo alguns historiadores da religião, foi um dos grandes pecados da instituição não tê-lo como Santo Padre. Sagaz, justo, culto, carismático, estudioso, amado pelo povo, era o candidato ideal. Mas, estávamos no século XIV e, como se sabe, nessa época a igreja estava infestada de gente da pior qualidade. Desgostoso com as sete perdas consecutivas na escolha do Papa (na época quem ocupava o cargo não durava muito), ele se auto-isolou na ilha italiana de Capri e largou a batina. Como era muito famoso, não demorou muito para casar e constituir família, da qual veio e o famosíssimo pepino de Capri. Muitos dizem que teria sido esse o maior pecado da igreja ao não torná-lo papa.</p>
<p><strong>Frei Damião &#8211; </strong>A simples menção do nome do religioso italiano que adotou o Brasil como lar causou comoção em várias metrópoles do país, especialmente em <a href="http://www.hickerphoto.com/data/media/7/calgary-lights_9325.jpg">Mossoró</a>. Considerado santo pelos nordestinos, o frei realmente era gente da melhor qualidade. Homem do povo e amado, de fato, um santo em vida. Mas, tinha um grave problema que nunca foi tolerado pelos manda-chuvas de Roma: a corcunda. Apesar de se formado em Teologia Dogmática, Filosofia e Direito Canônico pela Universidade Gregoriana, os cardeais não viam com bons olhos aquela mochila eterna que Damião tinha nas costas. Parecia um dromedário, o coitado.</p>
<p><strong>Torquemada &#8211; </strong>O espanhol Tomás de Torquemada era o cara na época que a igreja católica não dava refresco pros hereges. Neguinho que viesse com papo de querer se divorciar era logo queimado. Quem espirrava na missa ia pra forca. Mulher que levantasse a cabeça na rua levava logo uma pedrada. Não tinha esse papo de confissão. &#8211; Padre, eu pequei &#8211; dizia a fiel.<br />
- Entonces toma hijo de puta &#8211; respondia Torquemada antes de cortar a cabeça de quem bobeava a fazer coisas erradas.<br />
Em 1468 teve uma eleição para papa e o espanhol foi chamado. Ficou sabendo que haveria um pleito ele ficou indignado. Deixou o Vaticano xingando a todos de &#8220;¿Eres fresco?&#8221;. Tivesse sido eleito as coisas teriam sido diferente. Ah, se teriam.</p>
<p><em><strong>O Ressaca Moral cobrirá com exclusividade a visita de Bento 386 ao Brasil no final de maio.</strong></em></p>
<p><img alt="Gabo%20e%20Fidel.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Gabo%20e%20Fidel.jpg" width="300" height="198" /></p>
<p><em>O atual papa, Bento 386 (esq.), num descontraído encontro com o Papai Noel (dir.) dois meses antes do Natal do ano passado. O bom velinho estava de agasalho esporte se preparando para o esforço hercúleo de entregar presentes a todas as boas crianças do planeta. O click ecumênico é de Messias Jardan.</em></p>
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		<title>&#8220;Coisas que não tenho peito pra fazer&#8221; ou &#8220;Um plágio descarado&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 14:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Garotos, garotos.</p>
<p>Hoje em dia sou um quase recluso. Poucas vezes saio da minha rotina casa-trabalho-casa. Vivi bastante e não me faz falta as outras coisas (vejam bem, algumas coisas vêm a mim, aí sim fica bem legal). Com a internet &#8211; idéia que tenho certeza vingará num futuro próximo &#8211; meu dia-a-dia ficou mais fácil. Pornografia, notícias, esporte, pornografia, humor, músicas, pornografia e tudo mais que gosto está ali, bem ao alcance da minha conexão discada. Uma das coisas legais, além da pornografia, é encontrar blogs de pessoas que saibam escrever e tenham senso de humor. A maioria se limita a fazer um diário virtual ou a escrever como se fosse a dona da verdade. Fujo desses.</p>
<p><span id="more-360"></span><br />
Foi fuçando num deles, o do garoto <a href="http://bloda.wordpress.com/">Doda</a>, confrade aqui do Ressaca Moral, que encontrei o da <a href="http://www.demenciasaparte.blogspot.com/">Sarah</a> (ela não coloca o sobrenome e nem sei se ela se chama assim de verdade). Pouco importa, ela escreve bem e é mal humorada no ponto de ser um charme. Um dos <a href="http://demenciasaparte.blogspot.com/2007/02/post-secret.html#links">posts</a> dela foi um dos mais engraçados que vi recentemente. Não agüentei e resolvi escrever um no mesmo feitio, logicamente não tão bom. Uma homenagem a uma idéia simples e das mais legais.</p>
<p>O que gostaria de fazer e que não faço porque não é simpático, é ilegal ou poderia me machucar? São muitas coisas, mais aí vai uma listinha.</p>
<p>* Daria um pé na bunda de tudo quanto é cão mais bem alimentado que a média nacional. Odeio cachorro. Pra mim certos estão os chineses que os colocam na panela. Já não me agüento e ainda tenho que sustentar um vagabundo que não me serve pra nada? Nem pensar! Companhia? Isso me cheira a papo de derrotado. Vai prum bar que a companhia é quase sempre melhor.</p>
<p>* Por outro lado tenho certa inveja dos cães. Eles não precisam fazer muita coisa para ganhar o coração de algum mané que lhe dará casa, comida e ainda vai lhe dar banho. Tem mais, cagar e mijar onde quiser e de vez em quando cheirar o traseiro das cadelas deve ser o máximo. Eu faria isso se não fossem as leis deste país. Malditas!</p>
<p>* Tenho vontade de fazer dança da chuva para que um raio atinja quem resolve colocar um som ultra-potente na mala do carro e resolve mostrar aos amigos até onde o volume vai. Antes de qualquer coisa, aquilo é um carro, não uma boate. Tudo bem que dar uma catracada no banco de trás é muito bom, mas ele não foi feito para animar uma festa. Invariavelmente, para deixar tudo mais sofrido, a música é um pagode-mauricinho, um axé fora de moda ou um funk-patricinha.</p>
<p>* Vontade também não me falta de mandar pra Cuba todo mundo que defende Fidel Castro. Vai pra lá, vai morar num país sob uma ditadura. Ah, &#8220;ser de esquerda é legal&#8221;. Tirania é tirania seja qual for o partido, se é de direita ou de esquerda. Sentirei tanta falta de El Comandante quanto senti de Pinochet. Ah, &#8220;mas ele encara os EUA&#8221;. Até parece. Os norte-americanos devem estar cagando pra essa situação. Quando a ditadura é aqui, como foi décadas atrás, e a liberdade é tolhida e a violência estatal vira política usual, não presta. Quando é sob a égide do Partidão, beleza. Vai lá, vai viver lá. As praias são lindas, mas fique calado, lá quem abre demais a boca vai em cana.</p>
<p>* Queria peidar num elevador lotado e acusar alguém ao lado. Podia ser uma senhora, em executivo ou uma cocota. O sentimento de se safar de uma traquinagem é dos melhores. A sede da Hidrovácuo&#8217;s tem apenas dois andares, mas tô mandando fazer uma laje para construir o terceiro e chegar ao meu sonho de ter um elevador lá. Ficarei impossível.</p>
<p><img alt="Poodle.bmp" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Poodle.bmp" width="313" height="399" /></p>
<p><em>Domesticados há cerca de dois mil anos, os cães viraram os &#8220;melhores amigos do homem&#8221;. Esse poodle aí de cima deve estar doido pra morder os colhões de quem o tosou. &#8220;Aí, tu é negão ou neguinha?&#8221;, sacaneou Gato Flávio, bicho de estimação do retratista Messias Jardan enquanto ele fazia o cinológico click.</em></p>
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		<title>Tempo bom não volta mais</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Oct 2006 21:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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		<description><![CDATA[
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Garotos, garotos.</p>
<p>Metade da minha vida passei em puteiros, bares e entre amigos que viviam na esbórnia e luxúria. Aos 12 anos comecei a beber, um ano depois de ter experimentado o primeiro de muitos cigarros. Mal freqüentava a escola. Preferia sumir para o meio do mato com as coleguinhas da mesma idade, imberbes, mas com os mesmos pensamentos pecaminosos. Não demorei a experimentar outras coisas. Era a época das bolinhas, artanhe principalmente. Anos de loucura.</p>
<p><span id="more-321"></span><br />
Alucinógenos eram queridos a mim. Quando tomava um chá que meu primo Margarido fazia eu via &#8211; juro de pé junto &#8211; discos voadores, animais extintos há anos, a aura das pessoas, duendes e conversava com uma estátua de papel marché de 12 metros. Uma doideira só. Não tinha freios. Lembro certa vez quando, depois de uma farra, acordei em Mossoró apenas com a roupa do corpo, dois mil cruzeiros, um frasco de Polvilho Antisséptico no bolso e um bilhete escrito &#8220;Ti (sic) amo seu danado. Ass: Waldem&#8230;&#8221;. O restante do papel estava rasgado e gosto de pensar que era Waldemira.</p>
<p>Envolvi-me com as melhores e as piores mulheres que já existiram, com predominância para o segundo grupo. Certa vez vivi dois anos com Gerusa &#8220;Pantanal&#8221;, striper dublê da Cláudia Ohana nos anos 80. Dividíamos um quarto e sala imundo num prédio igualmente fétido. Era nosso templo de amor, só que o álcool, as drogas e as empadinhas de vento que comíamos todos os dias praticamente impediu que a gente transasse mais de três vezes enquanto vivemos juntos. Lembro certa vez que tentei defender sua honra e briguei com Manoel Catraca. Perdi os dentes da frente e a sensibilidade da perna esquerda por causa da peleja. Tudo em vão. Honradez era coisa que Gerusa não tinha. Ela se casou com Catraca e ainda devem estar juntos, isso se um não matou o outro.</p>
<p>O álcool foi minha grande paixão e meu pior tormento. Durante mais de uma década meu café-de-manhã foram duas doses de conhaque Presidente e a já citada maldita empada de vento frio. Mal acordava e pegava meu copo. Meu fígado reclamava a todo instante e eu não dava bola. Às 9 horas, depois de mais um cochilo, chegava ao bar do amigo Feijão para mais uma rodada de conhaque vagabundo, dessa vez entremeadas de uma cerveja aguada que ele mesmo preparava na banheira da casa dele. Hoje em dia me arrependo de ter encarado aquelas cervejas. Só depois de ficar sóbrio é que lembrei que Feijão não dispensava um banho matutino na dita banheira.</p>
<p>Quando a tarde chegava ao fim eu já estava bebaço. Era a hora de ir às putas. Perto de casa tinha uma zona do meretrício das antigas, onde as cansadas de guerra davam ponto mais por costume do que por clientela, que era escassa e da pior qualidade. Não saía daqueles lupanares. Um em especial era meu favorito. O Xibiu&#8217;s, de propriedade da Nazica, era um prostíbulo da melhor qualidade, onde as mocinhas se apaixonavam e tinham casos tórridos com os clientes. Era tão tradicional que as putanas paravam de trabalhar quando o amigo e DJ Tangerino colocava Bienvenido Granda na vitrola.</p>
<p>No começo dos anos 90 a Nazica, quase uma santa, morreu de tédio e o Xibiu&#8217;s fechou as portas. No local hoje funciona um templo da Igreja Evangélica Setentrional do Santo Cavalinho (Igrevsentolinho). Soube pelo Tangerino, atualmente pastor por lá, que a putaria é quase a mesma.</p>
<p>Foi então que descobri o nicho do Hidrovácuo e mudei de vida.</p>
<p>Metade da minha vida passei em puteiros, bares e entre amigos que viviam na esbórnia e luxúria. A outra metade fiz coisas muito ruins.</p>
<p><img alt="Madruga3.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/Madruga3.jpg" width="312" height="255" /></p>
<p><em>Texto em homenagem a Ramón Gómez Valdés Castillo, o Don Ramón, Seu Madruga para nosotros brasileños. O ator mexicano morreu aos 62 em agosto de 1988, vítima de câncer no pulmão causado pelo cigarro. &#8220;Gostava muito dele, principalmente do Racha Cuca e do Super Sam&#8221;, disse Messias Jardan antes de fazer o click direto da tela do SBT.</em></p>
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		<title>Terror nas alturas</title>
		<link>http://www.ressacamoral.com/2006/10/12/terror-nas-alturas/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Oct 2006 20:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>wcremonese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wilson Cremonese]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0417148/">Snakes on a Plane</a>, sucesso antes mesmo de estrear mas, que depois, se revelou uma bomba, Hollywood não perdeu tempo e tratou de lançar filmes relacionados. O próximo será <a href="http://www.planedeadthemovie.com/">Plane Dead</a>, com uma aeronave recheada de zumbis. Várias produções estão sendo finalizadas e o <strong>Ressaca Moral</strong> adianta a sinopse de algumas delas.</p>
<p><strong>Capivaras on a Plane &#8211; </strong>A premissa é ter bicho exótico e enlouquecido nos aviões. Um jovem e promissor cientista embarca com alguns inofensivos espécimes do citado roedor para uma palestra em Mossoró. O que ele não contava é que a mistura entre altitude e péssima comida transforma as capivaras em animais assassinos. O que vem adiante é um banho de sangue, vísceras e escatologia. Não fosse a intervenção de um biólogo que por coincidência estava na classe econômica a tragédia seria bem maior. No final o avião cai no arquipélago de Fernando de Noronha, dando a deixa para a continuação.</p>
<p><strong>Los Hermanos on a Plane &#8211; </strong>Um jovem e inescrupuloso produtor musical contrata quatro rapazes do Rio de Janeiro para um show em Mossoró. Durante a viagem eles conseguem um violão e começam a cantoria. Os demais passageiros entram em depressão. Desgostoso da vida, o comandante não consegue mover um músculo e a aeronave entra em rota de colisão com a Serra da Capivara (nenhuma relação com o filme anterior, já que é de um estúdio concorrente). Para salvar o dia aparece o skatista Chorador, que dá um pau na cara dos barbudos, come a mocinha e ganha um disco de ouro.</p>
<p><strong>Galvões Buenos on a Plane &#8211; </strong>Um jovem e idealista acadêmico de jornalismo consegue uma passagem numa promoção de uma empresa aérea e finalmente vai conhecer aquela menina que conheceu no Orkut. Mas, ele não contava com os planos maléficos de um cientista maluco que quer dominar os meios de comunicação global com uma arma letal: uma tropa de clones do Galvão Bueno. É &#8220;beeeeeeemmmm amigos&#8230;&#8221; para todo lado e as pessoas desesperadas tentam se jogar. Mas, o tal estudante, cheio de Debray, Adorno, Horkheimer e Baudrillard na cabeça, salva o dia apenas com um canivete suíço e um bloco de anotações.</p>
<p><strong>Josés Mayers on a Plane &#8211; </strong>O galã é o maior pegador da TV brasileira. Já carcou coroa e garotinha, empregada e grã-fina, preta e branca. Ninguém passou incólume a ele. Num vôo noturno um jovem e apaixonado casal encontra-se sozinho no avião com o ator. Turbulência, saquinhos de amendoim e serviço de bordo deficitário elevam a libido do vetusto artista. Ele já não dispensa nada e quer pegar a todos. As aeromoças são as primeiras a sucumbir, mas os recém casados conseguem fugir pelos corredores da nave. Destaque para a cena em que rapaz tenta fugir a moça grita &#8220;encosta na parede&#8221;, no qual recebe a resposta &#8220;não adianta, ele quer que eu chupe&#8221;. Não conto mais para não estragar o final</p>
<p><img alt="vendr02.jpg" src="http://www.gardenal.org/ressacamoral/vendr02.jpg" width="336" height="390" /></p>
<p><em>&#8220;Lucianas Vendraminis on a Plane&#8221;, esse sim era um filme que eu queria ver. MEU PAI ETERNO!! Um avião cheio de ex-paquitas é um sonho recorrente. O clique à prova de Síndrome de Pânico é de Messias Jardan.</em></p>
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