A língua do lingerie

June 19th, 2008

Nas cores e estampas, a arte da lingerie ou teorias inéditas sobre o underwear feminino.

Bege – Lingerie para trabalhos pesados. Demonstra vivência e experiências acumuladas a contragosto. Recomendada para o uso sob roupas brancas, prioriza o conforto e denota nobreza por não recair na vulgaridade. No entanto, o tamanho, as condições de manutenção e a presença de bordadinhos podem remeter à imagem de uma avó assexuada.

Azul marinho/Cinza – Sóbria, levemente sensual e independente. Sugere desprendimento do sexo como atividade primeira, mas, com efeito, pode ser entendida como um jogo para a busca do prazer com serenidade. Um fio exposto encerra toda a sua magia.

Preta/Preta bordadinha – Sexy, segura e versátil, a lingerie preta também pode demonstrar uma falta de criatividade aborrecedora, além de sugerir um truque para disfarçar possíveis falhas higiênicas. Pega bem nas balzaquianas que temem pelo exagero das experimentações comuns nessa faixa etária.

Vermelha/Amarela bordadinha – Sugere onda, pânico e pandemônio. Se vier acompanhada de unhas vermelhas nos pés, é também cilada brava, mas que pode ser contornada com destilados. Em garotas novas, significa novos pensamentos e abertura positiva a propostas diferenciadas. Fique atento.

Estampada/Com motivos engraçadinhos – Criativas e divertidas, mas enjoativas no excesso. Embora a piada da setinha sempre funcione, um pouco menos de sugestão pode criar uma ambientação mais convincente. É lingerie para momentos em casas de praia ou noites urbanas inesperadas. Preste atenção aos toyarts espalhados pela cama e ao CD pirata da Amy Winehouse.

Descombinada – Futurista por excelência, quase sempre surpreendente, o conjunto sutiã xadrez e calcinha verde-musgo só não é um tiro no pé porque, na verdade, nem será percebido. Pode refletir excesso de atitude em garotas descoladas, mas é também riqueza de espírito e senso de oportunidade.

Branca – Pureza, compaixão e disposição em servir acompanham a lingerie branca. Seu uso nem sempre é oportuno em cidades de clima quente e úmido. Nunca deve ficar pendurada à vista do cônjuge antes de ir para a bacia. Cai muito bem em morenas e é particularmente interessante na primeira vez.

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O uso da lingerie bege e grande tem sido criticado e substituído por tecidos de estampas divertidas e engraçadinhas em setores mais avançados do universo feminino, como a Associação das Amigas que se Beijam de Língua na Frente de Todo Mundo (ASSAMBELIFRETOMUN) e a Sociedade das Mulheres Desencanadas que Pegam os Caras na Boa (Sociedade Ela é o Cara). Aberto a novas tendências e amigo pessoal de Fernanda Young, Messias Jardan registrou o momento de renovação.

*Publicado originalmente no blog Placa na Cueca.

Os games mais divertidos do mundo que vem por aí amanhã ou depois

June 17th, 2008

Condomínio
Jogo de administração que simula a rotina de trabalho de um síndico gerenciando um edifício residencial. O game tem elementos de luta – muito úteis para as fases que envolvem reuniões de condomínio e também para os eventuais corretivos a serem aplicados na turminha que insiste em fumar cigarros esquisitos no playground após às 22h – mas também mistura corrida (importante para manobras na garagem), administração (inclusive é possível roubar nas contas do prédio e usar a grana para reformas no seu próprio apartamento), limpeza (você controla os personagens da empresa que limpa piscinas) e construção (os pedreiros também são controlados pelo jogador – na versão do Wii estará disponível também uma pá de cimento que funciona como joystick).

Roque Santeiro – O Jogo
Neste jogo estilo GTA você assume o papel de José Wilker, ou melhor, Roque, um cara que foi dado como morto e virou uma espécie de santo em sua cidade natal, a pequena Asa Branca. No retorno ao lar, Roque deverá provar ser quem realmente é, enfrentando inimigos como Zé das Medalhas, Padre Hipólito, Delegado Feijó e o poderoso Sinhozinho Malta. Para cumprir as missões vale tudo, desde roubar cavalos até tirar um sarro com as mocinhas da Boate Sexus.

Dilma Wars
Legítimo herdeiro da tradição sanguinolenta de Quake, Dilma Wars é o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa ambientado em Brasília. Você comanda o Coronel Dilmão, alto oficial do governo injustamente envolvido em uma rede de intrigas, calúnias e retenção de líquido. A única saída para Dilmão é chutar o balde e sair disparando suas desculpas esfarrapadas para todos os lados antes que o obscuro Darth Dirceu complete seu mais audacioso projeto: a construção do ventilador da morte, poderosa arma capaz de espalhar merda como nenhuma outra jamais conseguiu.

Forró Band
Quem nunca sonhou em ser um astro do forró e tocar para multidões encharcadas pelo suor resultante de horas do mais gostoso bate-coxa? Agora o Forró Band torna este sonho possível: o game é um simulador de banda de forró para até 8 jogadores simultâneos. O kit completo vem com os instrumentos-joysticks manjados como o trio guitarra, baixo, bateria e mais triângulo, zabumba e sanfona. Os vocais aceitam até dois jogadores cantando, sendo que a chapinha para o cabelo é opcional no caso dos homens. Prepare os seus trocadilhos e chupa que é de uva!

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O Gato Flávio aguarda com ansiedade o lançamento do Roupa Nova Band, jogo musical que permite até 32 jogadores simultâneos, vem com platéia feminina gritando e acompanha uma guitarra em forma de trem azul. O clique cheio de macetes foi feito por Messias Jardan, que executou uma meia-lua pra trás, apertou o chute forte e deu um koték-ték-ugh na concorrência.

Gays no exército: Betão nega homofobia

June 11th, 2008

Nas paredes descascadas de sua sala de acesso restrito, um pôster do Guarani, a imagem de Nossa Senhora e um antigo recorte de revista, com a foto de um másculo Nuno Leal Maia com uma prancha de surf em Saquarema. O retrato, que por tantos anos depôs contra a sexualidade do delegado Maria Bethânia, o Betão, nas conversas de corredor da 26ª DP, hoje lhe serve de aliado quando tenta se defender das acusações de preconceito que ganharam a mídia após o caso dos sargentos gays. Ao lado de Jussara, o fuzil AR-15 que não discrimina ninguém e atira para todos os lados, Betão é porta-voz do movimento que pretende calar os que questionam o trabalho da Lei.

Suspeitas de preconceito sempre pairaram sobre a 26ª DP. Nos últimos anos, quatro cabos e um faxineiro foram exonerados após saírem do armário. O delegado garante que os demitiu por questões profissionais, embora dois dos cabos tenham acusado Betão de assédio sexual. “Depois que assumi minha homossexualidade, [o delegado] passou a dormir todas as noites no meu alojamento”, garante um deles, que não quer ter o nome revelado. “Ele se sentava ao pé da minha cama e ficava alisando o cabo da Jussara”, afirma. Maria Bethânia, o Betão, evita falar sobre o episódio, mas reforça que “nunca houve discriminação contra afeminados” dentro de sua delegacia.

“Não vou permitir que digam que tenho algo contra essa gente”, protesta o delegado. “O único preconceito que aceitamos aqui é contra os argentinos”, brinca, comentando a prisão de seis turistas do país vizinho na última semana. O grupo caminhava pelo centro da cidade e cruzou com Betão, que voltava de um churrasco no morro, onde assistiu ao jogo Brasil x Venezuela. O delegado explica que deixou a garrafa de uísque em um lugar seguro e apontou Jussara para os estrangeiros. Todos foram algemados e levados para a delegacia, onde passaram 18 horas. “Nós sabíamos que haveria aquela confusão depois da vitória da Venezuela, então trancamos os dieguitos para protegê-los”, justifica.

Apesar das numerosas acusações de truculência e discriminação feitas por diversas entidades que defendem os direitos dos homossexuais, o delegado Maria Bethânia, o Betão, garante que não irá diminuir seu empenho no combate ao crime. “Às vezes somos mesmo enérgicos”, admite. “Mas nada disso seria necessário se esses rapazes não tivessem sido criados pelas avós”, brinca.

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Para reforçar sua postura em relação ao assunto homofobia, o delegado Maria Bethânia, o Betão, tem agora em sua sala uma moldura com a charge acima, com a qual garante se identificar. O presente bélico é de Messias Jardan, fã do blog Rasura Livre.

Desculpas modernas para o envio de links

May 16th, 2008

Todos sabemos que é humanamente impossível ler, ouvir ou ver tudo que o ócio corporativo consome na internet e chega até nós em formato de link.

Nessas, empolgado com aquele vídeo que fez você passar vergonha no escritório de tanto rir, você o enviou para o seu amigo espertão (muito mais desocupado do que qualquer outro) e recebeu uma típica resposta sabichona-arrogante do tipo “ah, isso é velho” ou “já vi”.

Essa relativamente nova situação social anda exigindo o emprego de frases de justificativa prévia, utilizadas como escudo anti-sensação de “pô, tô por fora mesmo”.

É só escolher de acordo com a sua intenção/estado de espírito:

- Não sei se você já viu, mas segue aí [link]
(estou na dúvida se você já viu, acho que provavelmente não, mas com essa frase já desarmo você de uma resposta torta que poderia cristalizar na sua cabeça a idéia de que eu sou um analfabeto digital)

- Gente, só eu ainda não tinha visto o jeremias / menina pastora / tapa na pantera / vanucci bêbado / caralho a quatro? [link]
(eu sou descolado e bem informado, vocês sabem, mas dessa vez confesso que perdi o bonde, gente! Hahaha!)

- Deve ser velho, mas tá valendo [link]
(caso seja realmente algo manjado, não to a fim de ouvir o que você tem a dizer e nem de me explicar a respeito de porque só vi isso agora)

- Já viu, né? [link]
(eu assumo a derrota, você já viu, eu sei, nem me animo mais a enviar alguma coisa, snif)

- Eu sei que deve ser velho, mas ó aí [link]
(desculpa incomodar com a minha falta de informação, mas de repente você ainda não viu e sabe…já viu? Ah, tudo bem então)

- Foda-se se alguém já tiver visto [link]
(cansei de mandar coisas e sempre ser rechaçado, experimenta falar que é velho pra você ver! Vai, experimenta!)

- Você com certeza já viu, mas eu ri tanto, sabe? [link]
(antes de responder de um jeito estúpido que sempre me deixa pra baixo, já deixo no ar que possuo a certeza de você ter visto e que também estou no clubinho dos que gostaram, ok?)

- Por que eu sempre sou o último a ver essas coisas? [link]
(que divertido, consigo passar o link e ao mesmo tempo dou a impressão que estou tirando um sarro de mim mesmo, pois sou conhecido por nunca saber de nada, hahaha!)

- O que vocês acharam do [link]?
(a maioria já deve ter visto, mas como alguns ainda devem estar por fora, dessa maneira consigo três coisas: passar o link, dar uma de descolado com os que ainda não viram e elevo a moral do grupo, pois dou a impressão de que considero todos muito bem informados e antenados com o que rola na web, já que subentendi que todos sabem do que estou falando e estou até pedindo opinião)

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A batata cozida gigante chapada de maconha apresentando um programa de TV sobre jogos de tabuleiro será o sucesso da web em 2013. Os produtores do vídeo já soltaram algumas cópias em VHS da produção e Germano Fundinhas, contador e mala de escritório, já preparou uma apresentação em PowerPoint com telas do vídeo para enviar para todos os colegas da firma. O clique viral, despretensioso e armado até os dentes é do lamurioso Messias Jardan.

Escândalos da política que você talvez tenha ouvido falar

May 13th, 2008

O dossiê de leite
Para evitar um shortinho justo na CPI (Coceira na Pálpebra Interna) dos gastos suspeitos envolvendo cartões de aniversário do Garfield corporativo, um grupo de assessores ligados ao ex-ministro da Casa Silvícola, José Jurerê, elaborou um dossiê sobre os gastos da digestão anterior com farinha láctea e lactobacilos. Doida para criar uma picuinha, a oposição culpou a atual ministra, Dilma Sussuarana, de ser a mentora do tal documento. Os deputados convocaram então os lactobacilos para depor, mas eles foram mortos em um crime com todos os indícios de queima de laticínios. O caldo engrossou para o governo que agora terá de dar explicações sobre o leite ter amanhecido coalhado.

Os anões do estacionamento
Após um escândalo de rotina envolvendo a compra de viaturas policiais para o corpo de ciclistas civis do município, um grupo de deputados com menos de 1,60 de altura marcou uma cervejinha no boteco do Jair para discutir amenidades e proferir algumas calúnias. Lá pelas tantas, o deputado Ezequião Baristeu (PTRON-RJ) sugeriu, “a nível de piada”, “dar uma erradinha” nas contas do seu Eurípedes, garçom mais antigo do boteco. Foi quando vossa excelência, deputado Cristóvenes Largadinho (PITTY-BA), pediu a um assessor que marcasse na comanda um pedido de 197 caixas de água sanitária e um automóvel Fiat, modelo Elba Estou de Volta Pro Meu Aconchego 1.6 ELX. Eurípedes ficou puto, mas o grupo riu bastante e no final todos foram felizes pra casa.

O empadão
Durante todo o primeiro ano de seu mandato, o ex-prefeito de Mossoró, Agrião Turiassú, comprou o apoio de vereadores da sua base de nutrição com empadas e quiches de calango feitos por sua mãe. O caso só veio à tona depois que o vereador Onivaldo Tartufo (POFT-RN) teve uma potente diarréia causada por uma empada estragada e resolveu contar tudo a um jornalista da Folha de São Roque que, em troca, passou o caderno de esportes por baixo da porta para que Tartufo completasse sua higiene íntima.

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Desde que fez um curso de confecção e maquiagem de pizzas em Brasília, o candidato americano das multidões, Buraco Obama, anda muito mais animado com a possibilidade de fritar caju com pêssego sem queimar a rosca com a oposição. O burocrático clique é de Messias Jardan, fotógrafo e estado democrático de direito.

Atmosfera de puro sexo no ar

May 6th, 2008

Confesso que nunca dei muita bola para revistas de mulher pelada. Não que tenha algum orgulho disso, mas nunca comprei uma Playboy ou genérica dela em minha vida. Para mim valia muito mais gastar meus parcos trocados poupados do lanche em sacanagem pura. Partia logo para revistinhas eróticas, especialmente as em quadrinhos. Sempre gostei de HQ. É claro que quando uma Playboy, Ele & Ela ou alguma do gênero caía em minhas mãos não me furtava em olhá-las. Desde cedo outra coisa além de peitos, bundas e xerecas me atraíam nessas revistas: os contos. E, nenhuma delas conseguia se igualar ao material que vinha na Fórum, o suplemento literário da Ele & Ela.

Teoricamente eram aventuras reais mandadas pelos leitores. Mas, como leitor assíduo que era, mesmo sendo apenas um moleque, sacava na hora que era tudo inventado por algum redator da revista ou pelo próprio remetente, ansioso em aumentar seus feitos. Reais ou não a maioria era bem legal.

O importante era passar por cima da padronização dos textos. Mesmo uma revista de putaria tinha que ter uma certa linha, por isso os termos chulos eram vetados e as descrições eram sempre muito parecidas. “Ela sorveu gulosamente minha glande como se há muito não tivesse um membro entre suas mãos”, coisas desse tipo.

Então, vencido esse obstáculo o negócio era se divertir – de todos os jeitos – com o que vinha a seguir. O proibido era sempre o mais dado naquelas páginas, fosse na figura da vizinha casada insatisfeita no casamento, na da chefe mandona mas que gostava de ser submissa após o expediente ou da daquela priminha que há muito não via e, vejam só, resolveu passar as férias na sua casa justamente quando ambos estavam para explodir com a chegada dos hormônios.

Dificilmente saiam desse esquemão. Quando muito era uma suruba. Mas, se o enredo não é lá essas coisas, restava aos redatores dar uma arrumada. Aí é que entra minha admiração com esses Bocages e Sades anônimos que mandavam ver nas descrições do rala-e-rola para compensar uma história mequetrefe.

Ficava imaginando esse carinhas em redações esfumaçadas, cheios de serviço por conta de um segundo emprego tendo que ajeitar a punhetagem de um cara que se dignou a mandar pelo correio aquela vez que deu uma rapidinha bem das suas escrotas.

Histórias como “Minha vizinha, aquela coroa feia de cara e boa de bunda, me pagou umas cervejas dia desses. Depois a gente fomos prum forró e, sabe como é, né, uma coisa leva a outra e de lá fomos prum motel muito doido. Tinha espelho no teto e banheira. Nós transamos de tudo quanto é jeito, na frente e atrás” virava “Tenho uma vizinha que é um tesão. Peitos firmes e do tipo que cabem na mão e uma bundinha eternamente arrebitada. Não ficava nada a dever às meninas de 20 anos. Nós sempre trocávamos olhares e sonhava acordado com o dia em que ela fosse minha. Certo dia nos encontramos e conversamos brevemente sobre a temperatura. Combinamos de dividir uma cerveja. Depois de uma garrafa o bar já estava fechando. O único lugar aberto era uma boate lá perto. Fomos para lá meio constrangidos, ainda mais porque a música era para ser dançada coladinhos. Lá fomos nós pro salão e depois de duas ou três músicas juntinhos meu membro de 23 cm já estava totalmente intumescido e ela sentia isso em suas ancas….”. O resto vocês podem e devem imaginar.

A internet tá cheia de sites com contos eróticos ou simplesmente pornográficos, inclusive a Ele & Ela tem seu Fórum virtual. Mas, não é a mesma coisa. Um computador nunca vai trazer o mesmo prazer de se esconder num canto da casa para ler algumas lihas da mais pura sacanagem. Para o bem de milhares de crianças nesse Brasil que são expostas a drogas como NXZero, CPM22, Cláudia Leitttte ou sub-literatura de gente que gosta de arrotar vidas marginais de bar em bar sem nunca terem tomado contato com esse mundo, uma revista ou suplemento como a Fórum devia voltar ao mercado.

“Como eu peguei a namorada do emo chifrudo” é o nome do conto que Messias Jardan escreve como ghost writer para um amigo. O retratista lascivo e literário fez o click num pasto em Mossoró, cidade cuja juventude cunhou o termo From Uk.

Exportação de frentes frias é solução para crise argentina

May 3rd, 2008

Buenos Aires (Boca) – Na última segunda-feira, após quarenta e dois dias de panelaço em uma avenida larga e comprida, a presidente argentina Cristina K. anunciou uma medida polêmica para enfrentar a atual crise rosada. A partir de maio, os brasileiros pagarão mais pelas frentes frias e zonas de inversão térmica fabricadas na Argentina, o que deverá onerar ainda mais o trabalho dos já penalizados meteorologistas no Brasil. Desde o advento da televisão, o país é o principal mercado consumidor desse produto.

Os argentinos apóiam a medida. Elviro Matildo, comissário do Ministério das Relações Argentinas Queridas (MIRAQUERICO), critica a postura do Itamaraty. “Os brasileiros não podem pensar que somos como os paraguaios, que vendem energia e muamba a preço de banana ao Brasil”. E completa: “O Ronaldinho é um saco”. A decisão gerou desconfiança em Mossoró (RN), onde não existem argentinos vivos. Para o vereador sem partido Aupatino Ribeiro, a cidade tem capacidade suficiente para rivalizar com os portenhos exportando frentes quentes, muito mais procuradas no mercado, principalmente por turistas chineses.

Na semana passada (no fim de semana), uma convenção reuniu 775 milhões de empresários em Beijing interessados na produção pirata de frentes quentes para abastecer Gru, o dragãozinho chinês. “A Globo e todos os canais de televisão são cúmplices ocultos, porque fazem propaganda disfarçada das frentes frias, embutida na previsão do tempo”, explica Aupatino. “Nunca pedi frente fria”.

Mas o discurso brasileiro destoa no cenário da opinião pública internacional. O guru americano Al Gore, 73, lembra que o planeta nunca esteve tão perto do colapso ambiental e profetiza que o mercado de frentes frias será a solução para a problemática do aquecimento global. A cada 24 horas, observa o palestrante, uma área equivalente a 56 circos do Marcos Frota é derretida nas Calotas Polares. “Meu próximo documentário será sobre isso, eu acho”, explica.

Mesmo no Brasil, a política de Cristina K. tem sido incentivada em alguns setores. A traficante de classe média carioca Mara, que mora na Barra, defende a importação das frentes frias argentinas e as considera agradáveis para se reunir com amigos surfistas em volta da fogueira em Angra. “Nada a ver esse lance”, observa.

gato Fávio
Atualmente sem cobertor e dormindo num canto escuro da sala, o gato Flávio comemora a alta das frentes frias e espera que o Brasil invista mais no clima quentinho. “No momento não quero falar sobre o assunto”, comenta. Messias Jardan roçou sua barriga e fez o clique.

* Com Paulo Guedes

Caso Ronaldo Fenômeno: Atacante afirma que não joga dos dois lados

April 30th, 2008

Entenda o Caso Ronaldo e os Travestis no infográfico de Ressaca Moral.

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Os travestis Amílcar, Moreira e Ademar recebem a informação de que um cliente, identificado apenas como “Gordo”, pretende contratar um programa. Os travestis ficam excitados. Sem a menor cerimônia, Ronaldo Fenômeno liga para o cafetão Josué e pede, em código, para marcar “uma pelada”.

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Amílcar faz o contato com o jogador, que para manter discrição pede que o encontro aconteça em uma arena de futebol da periferia do Rio. Moreira e Ademar bebem cerveja num boteco enquanto aguardam o comando de Amílcar, cujo nome de guerra é Rayka.

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Bolinado por peladeiros, Ronaldo remarca o encontro em um motel. O travesti Osmar, que ainda não havia se depilado, é impedido de entrar na jogada. A turma se dirige ao local do Fenômeno, um motel discreto cuja decoração remonta ao Olimpo grego.

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Amílcar, Moreira e Ademar criticam a postura do jogador na ultima Copa, dando início a uma discussão. Ronaldo diz que não está mais gordo e, para provar, mostra a foto da sua carteira de motorista, tirada quanto o jogador pesava 142 quilos.

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Confuso, o jogador ensaia algumas jogadas no motel, assustando os travestis, que decidem ir embora. Antes, pedem dinheiro como forma de compensar a perturbação do atacante. Sem acordo, os travestis decidem levar o caso à Policia. Ronaldo depõe e se diz vítima de um complô para “arruinar sua carreira”, mas Amilcar rebate perguntando “a que carreira você se refere?”. O caso chega à imprensa mundial.

*Com Paulo Guedes

Fisioterapia do Fenômeno termina em delegacia

April 29th, 2008

Rio de Janeiro (Chora cavaco) – De férias depois de ter feito um transplante de joelho, o atacante Ronaldo Nazário, o Fenômeno, se envolveu numa encrenca das piores. Acusado por um travesti de não pagar por um programa e de consumir cocaína, o rotundo artilheiro teve que se explicar na 16ª Delegacia da capital, aquela que fica logo depois da 15ª. Para o delegado o artilheiro da Copa de 2002 alegou que pensava que os travecos (eram três) fossem apenas garotas de programa feiosas e, quando reparou que cada uma delas tinha um algo a mais, propôs R$ 1 mil para que seguissem seus rumos. André Luís Ribeiro Albertino, um dos travestis, não aceitou a unidade e queria meia centena para livrar a cara do jogador do Milan, que encarou o pedido como extorsão. Como resultado, todo mundo para a delegacia.

Garotos, garotos. O que foi acima é um resumo do último episódio envolvendo o outrora craque brasileiro, hoje um ex-jogador em (quase) atividade. Não sou um grande fã do esporte bretão desde que o Liberato de Castro afundou-se em crise e praticamente fechou e fiquei mais desiludido ainda com a derrota do Potiguar de Mossoró na final do campeonato do Rio Grande do Norte, mas, uma coisa que ninguém pode negar é que o Fenômeno foi um grande jogador e ajudou bastante o escrete canarinho. O que também nunca não se pôde negar é a predileção dele pela noite.

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Me engana que eu gosto – Parte I

April 25th, 2008

Assim como não há ficção mais brutal que a realidade, não há também nenhuma mais engraçada. Ressalte-se que na maioria das vezes o que nos faz rir nem sempre é algo bacana, haja visto o interesse até mórbido para vídeo-cassetadas e afins. Em matéria do Estadão do dia 16 ficamos sabendo dos possíveis candidatos para a eleição do segundo semestre em São Paulo. Na reportagem há listado Sérgio Mallandro, Ronaldo Ésper, Renata Banhara (?), Rafael Ilha, entre outros. Não que uma pessoa pública não possa concorrer a um cargo eletivo, vide vultos internacionais como Cicciolina, Jesse Ventura, Clint Eastwood e Ronald Reagan. Não é um fenômeno nosso ter Frank Aguiar, Clodovil, Lula ou Agnaldo Timóteo, mas que é curioso, é.

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