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Apresentadas novas cédulas do otto

Wednesday, February 3rd, 2010

Mossoró (RN) – O Banco Central de Mossoró apresentou nesta quarta as novas cédulas do otto mossoroense. As notas de 1, 5, 10, 20, 50 e 112 ottos incorporaram novidades estéticas e capilares que as deixam pau a pau com o que de melhor é visto nas passarelas de Paris, Milão e Bauru.

Boldo Periquitão, o popular tesudinho, presidente do BC de Mossoró, explica que agora sim a cidade possui uma moeda forte, capaz de brigar por uma vaga na Libertadores e até dar em cima de umas minas de medicina.

“A nota de 10 já vem destravada e com 5 giga de memória, suficiente para guardar até 2 jegues ou 256 cantoras do tipo Shimbalaiê, desde que estejam com o cabelo limpo”, afirma Periquitão.

Já na cédula de 50 ottos, uma novidade deve agradar em cheio aos amantes da liberdade: um dispositivo sonoro que emite frases chocantes a respeito da intimidade sexual do portador, ótimo para ser utilizado em mesas de bar e redes sociais na internet.

“A nota que eu testei falou sem titubear que ‘os pequenos que me desculpem, mas pau grande é do caralho’, não é o máximo?! Kkkk”, mijou-se de rir Clarah Carótida, mulher de atitude e estapeadora social de faces.

Conheça agora um pouco mais da intimidade do novo otto nos cliques sobrevalorizados de Messias Jardan.

A nova nota de 1 otto traz um exclusivo calor no coração.

O xixi apenas no jornal é o forte da versão de 20 ottos que também vai ali buscar o pauzinho.

A cédula de 90 ottos já sai de fábrica com alguns amigos.

Os Pioneiros em…. performances em shows de rock

Wednesday, February 18th, 2009

Mais do que saber quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha, muita gente tem curiosidade em saber quem foi o primeiro a participar de situações que, hoje, soam prosaicas para a gente. Quem foi a primeira pessoa a levantar os braços na montanha russa? Quem descobriu que pizza gelada é o melhor café da manhã que existe? Em que espetáculo começaram a aplaudir os artistas para mostrar que gostaram do que viram? Enfim, o Ressaca Moral nunca foi muito de elucidar essas dúvidas, mas nós aqui da redação descobrimos semana passada um site que desvenda todas as dúvidas da humanidade. Comecemos pelos shows do bom e velho rock’n roll.

O Isqueiro – É um dos pontos altos de qualquer show de rock que se preze. O costume de acender os isqueiros nos ápices dos espetáculos começou em 1968 em Mossoró (RN). Durante um show da banda progressiva Os Anjos de Orós a usina termoelétrica da cidade parou de funcionar por causa da falta de óleo diesel. O apagão se deu justamente no solo de oito minutos de azabumba do hit Calango das Estrelas e, para não perderem um só instante da performance, os presentes pediram a Mileno Brígido, que por morar longe sempre levava uma lamparina consigo, que acendesse a dita para iluminar o local. Ele mandou ver na faísca e levantou a lamparina. Entusiasmado com o ritmo da música, Mileno balançava a iluminação de um lado para o outro e ajudou a levar a um frenesi os mais de 7 mil presentes ao estádio Coronel Herculano Santana. Como forma de agradecimento, os 17 integrantes da banda usaram 80% da renda do show para comprar-lhe uma lamparina nova e meio litro de querosene. Infelizmente, Mileno era adicto e morreu de overdose de querosene dois meses depois.

O “Uhúúú” – Nos primórdios do rock na Inglaterra, isso na década de 50, Manchester era junto com Londres os points de quem queria ouvir um som mais acelerado. Até hoje as cidades continuam sendo referências no Reino Unido. Em 1958, o lar dos Red Devils viu uma nova vertente do R’n R. As canções destoavam do clima de pura azaração que rolava na época. Eram mais introspectivas, melancólicas e tocavam fundo ao indivíduo (eu, hein!). Num show desses, no pub Touch Me Hard, um espectador não se aguentou e tirou do fundo da alma o grito que até hoje parece vir do além para assombrar tudo quanto é espetáculo mundo afora. Dizem que o tal que deu o gritinho montou uma banda depressiva nos anos 80 homenageando os trabalhadores de ferragem e hoje, semi-aposentado, virou um ícone das bibas de meia-idade. Felizmente, não se ouviu mais falar dele.

O Mosh – Como era de se esperar, o salto do palco para ser agarrado pelos amigos surgiu num show punk e em Mossoró. O ano era 1975 e a apresentação era da banda Carcará Attack. O maior entusiasta do som de dois acordes e meio era o lavrador e anarquista Gregório Pigarrilho, o Grog. Ex-metaleiro, ex-progressista, ex-Mod e ex-rockabilly, Grog estava em todas, mas não entendia nada de nada de nenhum dos sons. Ele sempre curtia os shows como quem escutava um xaxado, o que incomodava demais a cena punk mossoroense. Foi assim que no show do CA ele subiu ao palco munido de seu indefectível triângulo e mandou ver na dança. Entre cusparadas e protestos ele foi arremessado do palco pelos seguranças e agarrado pelos que estavam embaixo. Gostou tanto da experiência que foi de novo, com a diferença que dessa vez ninguém o segurou. Nunca mais se ouviu falar do Grog, mas dizem que hoje ele é entusiasta do cancioneiro popular e leva a palavra sagrada de Mallu Magalhães pela caatinga.

Último registro fotográfico da Magicos de Orós, na época apenas com cinco integrantes. A banda era considerada a Pink Floyd do agreste, seja isso um elogio ou não. O click psicodélico é de Messias Jardan.
Último registro fotográfico da Magicos de Orós, na época apenas com cinco integrantes. A banda era considerada a Pink Floyd do agreste, seja isso um elogio ou não. O click psicodélico é de Messias Jardan.